29/01/12

SINTAB EXIGE CONCURSO

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), professor Napoleão Maracajá, afirmou ao Diário Político que a Prefeitura de Campina Grande pretende inaugurar o Hospital da Criança e do Adolescente e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sem realizar concurso público. Os dois núcleos de saúde têm inauguração prevista para março. “O governo municipal não tem intenção de fazer concurso público. O próprio prefeito chegou a dizer isso em uma entrevista. Deixou claro que não fará concurso público para o novo hospital, o que é uma aberração, ainda mais em se tratando de um ano eleitoral”, comentou Napoleão.

O sindicalista garante que o Sintab reagirá caso a prefeitura mantenha a disposição de não realizar o certame para formação do quadro de servidores das duas unidades. “Não vamos aceitar de forma passiva que se contrate gente tanto para a UPA quanto para o hospital sem concurso. Nós exigimos o concurso público. Isso é um dever do município”, avisou. Se é assim, melhor o sindicato ir se preparando, porque a secretária Tatiana Medeiros (Saúde) confirmou que, inicialmente, não haverá concurso. “Caso fôssemos fazer um concurso, o hospital e a UPA só seriam inaugurados daqui a um ano, e a abertura destas unidades é de urgência para atender a população”, explicou.

Tatiana assegurou que, de qualquer forma, após a inauguração dos dois núcleos, deverá acontecer um certame público, embora não haja fixação de prazos. “Ninguém realizou mais concursos que a gestão do prefeito Veneziano. Mas, a questão agora é por o hospital e a UPA em funcionamento, porque a população precisa. Além disso, muitos profissionais que já pertencem aos quadros do município serão também aproveitados nestas unidades”, declarou a secretária, que afirma contar com todo o amparo legal aos encaminhamentos para abertura dos núcleos. Por fim, Tatiana mais uma vez criticou o posicionamento de Napoleão Maracajá que, de acordo com ela, sempre é “do contra”.

Os demitidos

A secretária de Saúde do Município, Tatiana Medeiros, afirmou à coluna que, no total, o número de vigilantes noturnos que prestam serviço nos PSF’s e que serão dispensados e substituídos pelo sistema de segurança eletrônica “não chega nem a trinta”.

Custos

Tatiana Medeiros aponta razões econômicas para a mudança. “Esse pessoal não é servidor da secretaria, são terceirizados, da Asper e da Maranata. O custo do terceirizado em qualquer lugar é duas ou três vezes maior do que o contratado, mas eu só posso contratar por concurso. No mais, a segurança eletrônica é a tendência”, disse.

Aliança

Após uma reunião com o deputado estadual Tião Gomes, presidente do PSL paraibano, e com membros da executiva municipal da sigla, o deputado federal Romero Rodrigues (PSDB) conseguiu garantir o apoio do partido a sua pré-candidatura a prefeito.

Avaliação

Embora o PSL seja uma sigla de pequena expressão em Campina Grande, sobretudo depois da saída do vereador Cassiano Pascoal, que mudou-se, junto com a mãe, Tatiana Medeiros, para o PMDB (Tião Gomes intimou os dois com um “pede para sair”), a legenda é mais uma a desembarcar da aliança com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo.

Desmanche

Do bloco de partidos que formaram a coligação “Amor Sincero por Campina”, em 2008, Veneziano não deve mais contar com PC do B, PPS, PRB, PSDC, PSL, PSB e PT do B.

Noves fora

Com candidatos próprios, agora PSC e PT também podem ficar de fora da chapa. Logo, das 11 siglas que se aliaram ao PMDB, somente duas devem permanecer: PMN e PCB.

Diagnóstico

Da deputada Daniella Ribeiro (PP), em seu Twitter: “Volto a dizer: quem tem coragem de dizer que a saúde de CG não está repleta de problemas, é pelo menos desumano”.

Prognóstico

Daniella ainda soltou uma ironia venenosa: “Daqui a pouco vão receitar cimento e cal para os doentes de CG. Afinal, parece que essa é a única receita que sabem prescrever”.

Publicado no DB desta sexta, 27

26/01/12

DEMISSÕES GERAM POLÊMICA

A Secretaria Municipal de Saúde resolveu demitir parte dos vigilantes que prestavam serviço nos postos de saúde (UBSF’s) da Cidade. Agora, a segurança será feita por uma empresa de vigilância eletrônica já contratada pela prefeitura. Segundo a secretária-adjunta da Saúde, Marisa Agra, todos os demitidos são terceirizados. “São, no máximo, quarenta vigilantes. Nos locais de maior risco, vamos manter o vigilante mais a segurança eletrônica, mas, naquelas áreas em que o monitoramento eletrônico for considerado suficiente, a gente fica com o vigia do dia e dispensa o da noite. Eles são terceirizados, e a gente tem que valorizar muito mais o servidor efetivo”, explicou.

Segundo Marisa Agra, o monitoramento eletrônico é mais seguro e mais econômico. O contrato para o serviço, conforme a adjunta, foi firmado no valor de R$ 10 mil para monitoramento de 100 unidades. “Nem poderia ter vigilante armado. Muitas vezes, a empresa coloca pessoas que não são treinadas para fazer a vigilância de uma unidade pública. Muitos deles ficam dentro dos postos, porque não são profissionais para estarem com armas. Então, que tipo de segurança a unidade pode ter? Por isso também a gente precisa pensar, porque a vigilância eletrônica tem um contrato, um seguro, e qualquer ocorrência, a empresa vai ter que cumprir com esse seguro”, analisa.

A demissão foi criticada por vereadores da oposição e também pelo presidente do Sintab, Napoleão Maracajá. “Com esse caso dos vigilantes, o município confessa o próprio crime, confessa aquilo que nós há muito denunciamos, que a prefeitura não oferece capacitação para esse cidadão. A mesma coisa acontece com os vigilantes das escolas e das creches. Eles não têm capacitação nenhuma, muitas vezes são vítimas de assaltos. Eles não estão preparados sequer para, por exemplo, tomar uma faca de alguém. O município confessa, portanto, que foi irresponsável e negligente com esses cidadãos quando os contratou e não os capacitou para tal função”, critica Maracajá.

Quer ficar

O secretário das Finanças da Prefeitura de Campina Grande, Júlio César Cabral, do PMN, espera não ter que se desincompatibilizar do cargo para disputar a eleição majoritária na vizinha cidade de Fagundes, para onde transferiu seu domicílio eleitoral.

Tese

“Há uma decisão do TSE sobre uma consulta que perguntava: ‘Secretário do Município A candidato a prefeito no Município B, existe inelegibilidade?’ Resposta: não. Ou seja, eu posso ser candidato a prefeito de Fagundes e continuar secretário em Campina. Mas, na reta final da campanha, uns dois meses antes, precisarei me ausentar”, acredita Júlio.

Sem medo

O vereador tucano Tovar Correia Lima assegurou ontem não temer que a provável candidatura do estudante Bruno Cunha Lima, que é neto do ex-senador Ivandro, acabe atrapalhando sua reeleição. Ele acredita que há espaço para garantir a eleição de ambos.

Cabem todos

“O número de cadeiras na Câmara Municipal aumentou e, dentro desta conjuntura, creio que há espaço para nós dois. Na minha primeira disputa (2004), as vagas caíram de 21 para 16 e, mesmo assim, não temi. Fiquei na suplência. Em 2008, consegui me eleger, apesar de haver nomes com maior tradição política dentro da coligação”, pondera Tovar.

Não quer

O jornalista e ex-vereador Marcos Marinho (PMN) afirmou que vai procurar a presidente do partido, Lídia Moura, para “desamadurecer” a ideia de ser candidato mais uma vez.

A vez do...

Provocação do petista Júlio Rafael a outro petista, Basílio Carneiro, sobre o novo bloco formado por PT, PP e PSC. “Quero ver você na linha de frente do ‘Agora é a vez do PP’”.

Quem é quem

Júlio é do PT/JP, ala do deputado Luiz Couto. Basílio é do PT/CG, do bloco de Rodrigo Soares, que defende a candidatura própria a prefeito com o lema “Agora é a vez do PT”.

Explicando

Foi a ala de Rodrigo que assinou o pacto com o PSC e o PP, e há petista desconfiando que isso vai acabar com um apoio à candidatura de Daniella Ribeiro. Daí a provocação.

Publicado no DB de hoje

25/01/12

O VELHO PREGA O NOVO

Numa carta redigida com gritante desleixo ortográfico, sinal de pressa, os presidentes estaduais do Partido Progressista, Partido dos Trabalhadores e Partido Social Cristão, respectivamente Enivaldo Ribeiro, Rodrigo Soares e Marcondes Gadelha, firmaram uma posição conjunta para as eleições de outubro. Condenando a postura do PSB, considerada autoritária, “nos moldes de regimes ditatoriais que faziam valer suas vontades pelo uso da força”, os três anunciaram a formação de “um novo bloco político”. “Estamos partilhando nossas experiências e os melhores propósitos para apresentar um projeto que promova as transformações que a Paraíba tanto precisa”.

O “novo bloco”, segundo a carta, entende “que a renovação é necessária” e “que é possível construir um novo o protagonismo”. No fim do documento, “os partidos signatários se dispõem a manter uma interlocução e diálogo permanentes, elaborar um projeto comum a ser discutido com a sociedade e definir alternativas eleitorais”. As implicações políticas e partidárias da formação deste bloco e a efetividade prática da sua existência ainda são incertas. Mas, convém analisarmos o discurso expresso na carta. Em resumo, a tônica é o batido contraponto do novo contra o velho e a premissa dos “superiores interesses do povo paraibano”, teoria política de tempos de eleição.

Por ser um caso a parte, ignoremos, por ora, o PT, e foquemos nas outras duas siglas que apregoam “o novo”. Na prática, PP e PSC representam o mais velho modelo de política, controlados com mão de ferro por grupos familiares antiqüíssimos, cujos membros sempre orbitaram em volta do poder, com posições totalmente instáveis. O PP foi governista nas últimas gestões estaduais, e só não o é agora porque teve os interesses contrariados no processo pré-eleitoral de 2010. O PSC segue, ao pé da letra, a cartilha do ex-senador Marcondes Gadelha, que comanda a sigla como se estivéssemos na república velha. E, ainda assim, apregoam “que a renovação é necessária”. E como é!

Independência

Do pré-candidato a prefeito Artur Bolinha (PTB), sobre a desconfiança quanto a sua posição política: “Não dependo da política para viver. Tenho independência, altivez, consciência cidadã e me sinto absolutamente independente para dizer o que penso”.

Sem ligações

Artur, que coordenou a campanha a prefeito de Rômulo Gouveia em 2004, nega que mantenha vínculos políticos com o atual vice-governador. “Fui perguntado certa vez se conversei com Rômulo para saber o que ele achava da minha candidatura. Eu disse que não, porque quando Rômulo foi candidato nunca me perguntou se podia ser”, ironizou.

Tendência

Apesar do desejo de alguns democratas campinenses, que preferiam ver o partido se alinhando com um candidato de terceira via, a direção estadual da legenda vai mesmo renovar a parceria com o PSDB, apoiando o deputado federal Romero Rodrigues.

Indefinido

Diante da confusão no cenário estadual, o PPS de Campina Grande ainda não tem uma posição pré-definida para as eleições majoritárias. A informação foi confirmada pelo presidente local da sigla, Laerte Mello. Segundo ele, no momento o foco está na disputa proporcional, contando com 36 pré-candidatos e estudando a composição das alianças.

Números

No pleito de 2008, o PPS teve 11 candidatos a vereador, que juntos somaram 5.775 votos. Mas, o partido perdeu Saulo Noronha, agora no DEM, que obteve 2.192 sufrágios.

Militância

Segundo a assessoria do PT/CG, o partido tem, hoje, quase 4 mil filiados na cidade. Até outubro, foram registradas “mais de 200 filiações das mais variadas lideranças sociais”.

Longe

Dia destes, certo dirigente partidário, ao escolher o local para o evento de apresentação dos pré-candidatos a vereador e prefeito, teria buscado uma área “não muito acessível”.

Economia

A correligionários e assessores, o dirigente teria justificado a opção alegando que um local de fácil acesso favorece os sempre famintos penetras, inflacionando a conta do regabofe.

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24/01/12

NEM OS MORTOS ESCAPAM

A morte do policial militar José Morais de Souza, o Cabo Souza, durante troca de tiros com assaltantes de banco, na semana passada, causou revolta e comoção entre os profissionais da segurança pública do estado. Não podia ser diferente. O alto risco faz parte do cotidiano da categoria que, mal remunerada, mal equipada e mal treinada, encara com admirável coragem a criminalidade – que está cada vez mais bem equipada, melhor preparada e mais ousada. No entanto, apesar de a morte ser um fantasma do cotidiano policial, quando um servidor tomba em defesa da sociedade, como ocorreu com o Cabo Souza, não se pode tratar o triste episódio como normal ou inevitável.

A morte do PM fez o tom das críticas de representantes dos policiais militares e civis à política de segurança pública do estado subir. Uma reação natural e até mesmo legítima, afinal, ninguém conhece melhor que nossos agentes de segurança a realidade da luta contra a criminalidade. Como também é natural e até mesmo necessária a cobrança da sociedade ao governo para que a segurança seja reforçada e produza resultados efetivos, afinal, é o povo quem mais sobre enjaulado dentro de casa e a mercê dos bandidos. O que não é natural, legítimo e muito menos necessário é a politicagem torpe de alguns setores, que buscam proveito eleitoreiro até mesmo diante da morte.

Confirmado o falecimento do cabo, assessores de alguns políticos não tiveram qualquer pejo em usar o policial morto como “garoto propaganda” para as distantes eleições 2014. É a falta de limites levada ao extremo no anseio pelo poder. O presidente em exercício da Associação dos Policiais Civis, Júlio César da Cruz, que na edição do dia 15 do Diário Político fez críticas veementes ao governador e ao secretário Cláudio Lima, e que reafirmou suas críticas após a morte do militar, mostrou-se indignado com a exploração partidária do fato. “Não respeitam nem a memória do nosso companheiro da PM. Já tem grupo político fazendo campanha para 2014 abertamente”, condenou.

Coletes

O governador Ricardo Coutinho negou que não houvesse coletes disponíveis para os PM’s. Segundo Ricardo, a disponibilidade do equipamento teria sido confirmada pelo cabo José Orlando, que foi ferido no tiroteio que resultou na morte do Cabo Souza.

Investimento

De qualquer forma, Ricardo Coutinho avisou que está chegando uma remessa com três mil coletes. E ele acrescentou: “Estamos em busca de capacitar cada vez mais as nossas polícias. Não é um ato fácil, porque nós não dispomos de tantos recursos. Mas, este ano, nós vamos triplicar o orçamento para as polícias, um salto extremamente importante”.

No ataque

As declarações da ex-prefeita Cozete Barbosa contra o prefeito Veneziano Vital do Rêgo, disparadas durante entrevista a uma emissora de rádio no fim de semana, são surpreendentes não tanto pelo teor, mas porque até agora ela havia poupado Veneziano.

Metralhadora

Desta vez, Cozete Barbosa, que volta e meia fustiga o senador Cássio Cunha Lima, também mirou pesado no peemedebista, a quem classificou como “monstrinho” e “desleal”. “Fui difamada, caluniada, estuprada publicamente por Veneziano e Cássio”, detonou a ex-prefeita. “Eu elegi Veneziano, esse monstrinho que está ai na prefeitura”.

Dedo podre

“Só apoiei gente sem caráter”, disse Cozete, que ainda criticou o secretário Flávio Romero (Educação) e disse que Tatiana Medeiros deve a ela o primeiro emprego (Samu).

Ciranda

Cozete está no PSC, e é uma aposta do deputado Guilherme Almeida para as eleições proporcionais. Guilherme que sonha com o apoio de Veneziano, que virou alvo de Cozete.

Posição

Declaração de total fidelidade do vereador licenciado Metuselá Agra, secretário da Juventude, Esporte e Lazer do Município: “Eu não sou peemedebista, sou venezianista”.

Logo...

Diante de tão expressiva declaração, ninguém espere o apoio de Metuselá Agra numa eventual rebelião contra a decisão de Veneziano de lançar Tatiana Medeiros prefeitável.

Publicado no DB de hoje

22/01/12

FALCÃO: MUDANÇA RADICAL

O vereador Inácio Falcão (PSDB) é o mesmo, mas seu discurso sobre o governador, quanta diferença! Melhor que tecer qualquer ponderação é conferir trechos de uma entrevista do parlamentar à coluna no dia 20 de dezembro e, em seguida, outra entrevista, na última sexta, 20 de janeiro, exatamente um mês depois. “O governador reclamava do governo Maranhão em relação à perseguição, e ele adota as mesmas práticas. (...) Vou comungar com essa prática antiga de um governo retrógrado? Não vou. (...) Não penso em sair do PSDB. Apenas não comungo com as práticas antigas e retrógradas de Ricardo Coutinho. E não concordo com a postura que PSDB está adotando em relação ao governador. Acho que por esse motivo não votarei no candidato do partido em Campina. Agora, se o partido modificar sua metodologia política, eu, sem sombra de dúvidas, votaria em Romero Rodrigues ou qualquer outro do PSDB”.

Perguntamos: A mudança na metodologia política seria se afastar de Ricardo? A resposta: “Poderia ser. Se o governador não respeita o povo de Campina... Se chega aqui e não tem a humildade de almoçar com os vereadores... Um cidadão que não quer gastar um real num restaurante aqui, prefere almoçar em João Pessoa... Vem com essa fantasia desse aumento de 3%...” E, conclusivo: “Não volto no candidato do governador”.

Agora, trecho da entrevista da última sexta: “Fiz críticas ao governo, mas também sei reconhecer quando um gestor está buscando o acerto. Na questão da demissão dos prestadores, que foi o que mais eu cobrei, fui informado por integrantes do governo que, já a partir do início de fevereiro, será solucionada. A questão das obras, presenciei, esta semana, seis ruas na Ramadinha I que foram pavimentadas pelo Governo do Estado, uma luta nossa. (...) Então, a gente tem que reconhecer”. Conclusão possível: em apenas trinta dias, ou o governo de Ricardo Coutinho melhorou muito ou a percepção do vereador Inácio Falcão passou por uma transformação bem radical.

Aplausos

Ainda Inácio Falcão, na sexta, sobre ações do governo Ricardo Coutinho: “Obras que vão trazer desenvolvimento para o município. Com esses projetos, claro e evidente que eu vou aplaudir o governador. Nestas condições, estarei elogiando qualquer gestor”.

Flashback

Agora, voltando mais uma vez há 20 de dezembro: “O governador Ricardo Coutinho indicou pessoas incompetentes para administrar órgãos do governo, que receberam uma nomeação exclusivamente para vigiar nossos passos. Se a gente não tem a confiança do governador, eu acredito que o governador também não merece a nossa confiança”.

Violência

A morte de um policial militar na última sexta-feira acirrou os ânimos entre entidades que representam policiais militares e civis. Nos próximos dias, o tom contra o Governo do Estado e contra o secretário da Segurança Pública, Cláudio Lima, vai subir.

Fato

Política pública não pode ser confundida com política partidária, embora, infelizmente, as duas coisas sempre se misturem. Não dá para, num discurso partidário, culpar o governador (e o secretário da pasta) por toda a problemática da segurança pública. Administrativamente, porém, cabe a quem governa assumir o ônus e dar as respostas.

Descaminhos

O silêncio do secretário, se ele calado ficar, e a falta de uma resposta efetiva diante da morte de um servidor que tombou em defesa da sociedade, são reprováveis. Por outro lado, é sórdida a exploração partidária que alguns grupos políticos já tratam de promover.

Páreo duro

Com a confirmação da pré-candidatura do estudante Bruno Cunha Lima a vereador, e se Inácio Falcão repetir ou se aproximar das votações anteriores, a depender da coligação que o PSDB compor, o vereador Tovar Correia Lima terá motivos para se preocupar.

Má notícia

O secretário de Finanças do Município, Júlio César Câmara Cabral, confirmou: o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) estará mais pesado este ano, chegando com um aumento de 6,5%. A previsão é de que a entrega dos carnês comece ainda este mês.

Publicado no DB de hoje

21/01/12

DANIELLA ACHA O DISCURSO

Daniella: discurso e visual renovados para 2012
Alguns petistas podem não ter gostado, mas o comentário do professor Pedro Lúcio, que é pré-candidato a vereador do partido, dando conta de que a única pré-candidatura que se pode ter como certa é a da deputada estadual Daniella Ribeiro, é uma constatação lógica. Enquanto Tatiana Medeiros enfrenta uma dura oposição dentro do PMDB, realidade que pode piorar se ela patinar nas pesquisas, enquanto Romero Rodrigues tem que suportar as pressões de cassistas apaixonados que querem ver Diogo Cunha Lima candidato, enquanto Guilherme Almeida vê o PSC firmando acordos com o PMDB, Daniella segue tranquilamente um caminho projetado há muito tempo.

Tendo o pai, o ex-prefeito Enivaldo Ribeiro, como presidente do PP paraibano, a deputada não sofre o desgaste dos seus concorrentes, que ainda precisam passar pela peneira das suas legendas. Com a cabeça fria, Daniella tem construído seu discurso. É nítido que a pepista pretende apostar numa linha terceira via, com uma candidatura propositiva, um tom progressista e desenvolvimentista, apregoando a necessidade de se romper com a polarização política dominante. É evidente que a parlamentar vai tentar se manter longe do confronto mais direto, do debate encarniçado, da troca de acusações, mas, torcendo para que seus adversários se engalfinhem e se destrocem mutuamente.

Sempre que dois oponentes passam a trocar ataques, essa guerra tende a favorecer um terceiro postulante. É uma estratégia simples. O quanto esse tertius consegue crescer depende de até onde descem seus adversários e da sua própria relevância política (e eleitoral). Como nome expressivo, Daniella Ribeiro quer pegar o vácuo de um inevitável confronto “sangrento” entre PSDB e PMDB. Por outro lado, os concorrentes da pepista trabalharão para desmanchar seu discurso de novidade, além de empurrá-la para o olho do furacão, já que a família Ribeiro têm ou teve ligações tanto com o bloco tucano quanto com o peemedebista. Essa é uma discussão que promete.

Sobrevoando

Quem arrisca apostar onde pousará o vereador Inácio Falcão? Pré-candidato a prefeito, ele anunciou que, se não for o escolhido do PSDB, apoiará Marlene Alves, mas também se aproximou do PMDB e, agora, dá sinais de que pode moderar o discurso.

Comando

A postura de Falcão gera desconforto dentro das hostes tucanas, mas, por alguma razão, ninguém ousa censurá-lo publicamente. O PSDB, já há algum tempo, sofre por falta de comando. Cícero Lucena é o presidente de direito, mas não tem controle algum. Cássio Cunha Lima é o líder de fato, todavia, tem se mantido distante das querelas internas.

Repercussão

Um gesto do vice-governador Rômulo Gouveia na Web foi visto por alguns como indício de que ele quer ser candidato a prefeito. Isso porque o chefe do PSD “retweetou” o comentário de um internauta dizendo que “chegou a hora de Rômulo” (ser prefeito).

Lembrança

O que muitos não viram é que o vice-governador agradeceu a lembrança do seu nome, mas respondeu ao internauta: “Sinto-me contemplado unindo as oposições no nome de Romero Rodrigues prefeito para Campina”. Seja como for, assim como há cassistas pedindo a candidatura de Diogo Cunha Lima, tem gente querendo Rômulo na disputa.

Explicando

Para os menos familiarizados com as mídias sociais, “retweet” é quando se dá destaque, repetindo, no seu próprio Twitter, aquilo que foi afirmado no microblog de outra pessoa.

Falando nisso

Mais do que nunca, a internet terá papel relevante nesta eleição, tanto como plataforma para candidatos e seus padrinhos quanto como propagadora de temas, fatos e factóides.

Preocupação

E, por falar em internet, o presidente da Federação das CDL’s da Paraíba, José Artur Almeida, voltou a se mostrar preocupado com o crescimento das compras via e-commerce.

Volume

“Em 2010, R$ 730 milhões; em 2011, R$ 870 milhões. São os números das compras dos paraibanos pela internet. Onde o comércio da Paraíba vai parar?”, questionou Artur.

Publicado no DB deste, 21 de janeiro
Imagem de Daniella Ribeiro: Twitter (@DaniellaPP2012)

20/01/12

A VEEMÊNCIA MODERADA

O ex-deputado federal Walter Brito Neto (PMDB) tem uma natureza polêmica por posições e declarações consideradas por muitos como radicais. Esse seu temperamento polêmico, muito mais que sua limitada expressividade política, é o fator que transformou o jovem de 29 anos em um personagem de destaque no atual momento da pré-campanha. Tendo se lançado pré-candidato a prefeito pelo PMDB, Walter Neto jamais esteve nos planos do partido, mas, nem por isso, deixou de fazer barulho. Sem contar com a mesma superestrutura da sua correligionária/adversária, Tatiana Medeiros, o ex-deputado se entrincheirou no microblog Twitter, de onde passou a torpedeá-la.

É impossível não prestar atenção nesse bombardeio, pelo elevado teor de nitroglicerina política que carrega, e se o estrondo não foi maior, isso se deve ao fato de Tatiana ter sido blindada pela prefeitura na mídia. Mesmo assim, Walter Brito Neto manteve sua artilharia azeitada. Em outubro do ano passado, soltou um inominado (e inapropriado) pensamento: “Campina não irá votar numa boneca maquiada que se apresenta como símbolo sexual ou num boneco fantoche”. No fim de dezembro, foi menos agressivo e mais direto nas objeções à secretária. “Não conhecemos Tatiana com profundidade, até pelo fato dela nunca ter sido eleita a um cargo político”, opinou.

O candidato a pré-candidato apresentou inúmeros outros óbices ao nome de Tatiana. O curioso, contudo, é que ao longo de todo esse processo e em meio aos mais cerrados ataques, ele jamais ousou disparar contra o prefeito Veneziano. Pelo contrário. Se, numa “twittada” detonava a secretária, na outra Walter rasgava elogios ao prefeito, numa perfeita contradição, afinal, é Veneziano o condutor do processo. Mesmo quando criticava os encaminhamentos dados pelo chefe do executivo, o jovem ex-deputado sempre cuidou para que nenhum torpedo atingisse um único fio da cabeleira do prefeito. Ou seja, Walter, embora veemente, sabe ser moderado. Conforme a conveniência.

Pouca fé

A pré-candidatura do presidente do diretório campinense do PT, Alexandre Almeida, a prefeito enfrenta uma profunda incredulidade até mesmo (ou sobretudo) entre a militância do partido. Que o diga o professor Pedro Lúcio, pré-candidato a vereador.

Duvida-se

Em artigo publicado na internet, Pedro Lúcio, ao analisar algumas pré-candidaturas, põe em dúvida o projeto do seu presidente. “Alexandre Almeida e o PT serão confrontados com outras possibilidades, entre elas, uma disputa interna com outros nomes, ou mesmo a busca incessante ou a persuasão do PMDB para que o PT indique o vice”, escreveu.

Outro interesse

“Meu nome tem sido cotado para ser candidato à Prefeitura de Sousa. Revelo que não é meu interesse. Pretendo ficar na Câmara dos Deputados”. Recado do deputado federal em exercício Leonardo Gadelha (PSC), que disse que o legislativo é sua vocação.

Prospecção

Sem ser por morte, como diziam os antigos, há duas formas de Leonardo ser efetivado no exercício da sua “vocação”. A primeira, com a eleição de um dos titulares em outubro. Só que, dos seis efetivos, apenas um é pré-candidato, Manoel Júnior, e, ao que tudo indica, com poucas chances de ser o candidato. A segunda, com a renúncia de um deles.

Muito seguro

Apesar de as chances de se tornar efetivo serem pequenas, Leonardo mostra-se seguro de que ficará na Câmara, mesmo sabendo que a licença de Nilda Gondim é temporária.

Resolvido

O estudante Bruno Cunha Lima (PSDB), neto do ex-senador Ivandro Cunha Lima, é mesmo nome certo na disputa proporcional deste ano e, naturalmente, um dos favoritos.

Tradição

O historiador Josué Sylvestre, amigo e profundo conhecedor da família Cunha Lima, aposta que Bruno deverá ser um dos principais sucessores da tradição política do clã.

Bloco 3

Pelos encaminhamentos e movimentações com vistas às eleições de outubro, será que a Câmara Municipal de Campina Grande terá, este ano, uma inusitada terceira bancada?

Publicado no DB de hoje

19/01/12

OPINIÃO: 'VENEZIANO E O TRE'

O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, e seu vice, José Luiz Júnior, finalmente conseguiram esgotar, na instância do Tribunal Regional Eleitoral, a seqüência de processos impetrados pelo Ministério Público Eleitoral e pelo candidato adversário na eleição de 2008, Rômulo Gouveia, hoje vice-governador. Desde aquele tumultuado pleito, Veneziano e Zé Luiz enfrentaram Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral), Aime (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo) e RCED (Recurso Contra Expedição do Diploma), fulminando cada processo, um a um, no TRE, inclusive o do “Caso do Cheque”, que havia provocado a cassação em primeira instância.

Na terça-feira, a corte eleitoral negou provimento à ultima ação da fila, resultado festejado por assessores, aliados, correligionários e parentes de Veneziano, com direito, inclusive, a intenso foguetório no Açude Velho. A despeito dos exageros de um ou outro áulico mais inflamado, como de resto acontece em qualquer grupo político, o prefeito procurou mostrar-se sereno, termo que ele mesmo utilizou ao longo de cada processo, enxergando o resultado como natural. Também como aconteceu das outras vezes, adversários do peemedebista revelaram frustração com o desfecho dos casos no TRE, e os advogados de Rômulo Gouveia prometem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral.

A frustração é esperada e os recursos são um caminho natural e até mesmo lógico. No entanto, em meio às declarações de adversários políticos de Veneziano, alguns têm deixado implícita a suspeita (ou acusação) de que o prefeito teria sido favorecido pela corte do Tribunal Regional Eleitoral. Uma suspeição gravíssima, que, todavia, incorre numa falta comprometedora, por um motivo evidente: Se há indícios que subsidiam a tese, porque os acusadores não formalizam denúncia junto aos órgãos competentes? Por quê? Limitar-se a ironias lançadas na mídia de forma sub-reptícia, além de não surtir efeito algum, não é uma postura coerente para homens públicos.

Traição

O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, afirmou à coluna sentir-se traído pelos vereadores, que não teriam cumprido um acordo feito durante o encaminhamento da aprovação do projeto que instituiu o PCCR dos Servidores da Secretaria de Saúde.

Acordo quebrado

“Os servidores se sentiram traídos pela Câmara. Tínhamos a garantia de que o projeto, antes de ser emendado e votado, seria mostrado a gente. O fato é que recebemos apenas xérox das emendas e não houve mais prazo para discussão. Eu me sinto traído como cidadão, a partir do momento em que o compromisso não foi honrado”, disse Napoleão.

Muita fé

Mesmo assegurando que será candidato com ou sem o apoio de Veneziano, e mesmo o PMDB tendo oficializando uma pré-candidatura, o deputado estadual Guilherme Almeida insiste em acreditar que ainda pode contar com o apoio do peemedebista.

Faz tempo

Esta semana, parte da imprensa noticiou que Guilherme havia revelado a intenção de apoiar a também deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) num eventual segundo turno. Só que isso não é nenhuma novidade. Há mais de um ano (e a coluna já registrou) Guilherme e Daniella têm um acordo: quem for ao segundo turno terá o apoio do outro.

A grande dúvida

Se há um acordo entre Guilherme e Daniella, e se o deputado quer o apoio do PMDB, como ele se posicionaria no caso de um 2° turno entre a pepista e um(a) peemedebista?

Demissões

Por falar em Daniella, ela recarregou as baterias contra o governador, a quem acusa de demitir servidores não concursados apenas para contratar apadrinhados. O governo nega.

Sem linha

Como mostrou o DB ontem, os vereadores de CG estão sem os telefones institucionais, devido a mudanças no contrato com a operadora – segundo o presidente Nelson Gomes Filho.

“Lisos”

Realmente, nunca é fácil achar alguns vereadores, ainda mais em período de recesso e sem linhas institucionais. O salário, por certo, não permite sequer manter um pré-pago.

Publicado no DB de hoje

OPINIÃO: 'AMOR VELHO, MÁGOA NOVA'. E MAIS: VICE-PREFEITO JOSÉ LUIZ JÚNIOR AVISA: 'NÃO ACEITO SER FEITO DE BOBO'

Maior que a mágoa de um ex-marido ou ex-mulher, maior que a antipatia de um ex-amigo, maior que o desejo de forra de um ex-empregado, só mesmo tudo isso junto em um ex-aliado político. É um tal de “passar na cara” o bem que se fez; é um tal de avisar: “eu sei o que vocês fizeram no verão passado”; é um tal de se desfiar um rosário de termos repetitivos, como traição, ingratidão, cuspiu no prato que comeu; é o velho negócio de se enxergar uma vastidão de defeitos onde antes via-se e exaltava-se uma infinidade de qualidades; é a mudança no foco, de modo que quem antes dizia “seu trabalho tem falhas, ninguém é perfeito, mas...” (e vinha quase um panegírico), agora fala que “tem qualidades, no entanto...” (e mostra-se que mau político o outro é).

Existe uma infinidade de histórias que evidenciam o quanto de amargor há nas relações políticas rompidas. Aí estão os exemplos de Argemiro de Figueiredo e José Américo de Almeida; de Elpídio de Almeida e Plínio Lemos; de Ronaldo Cunha Lima e José Maranhão; de Enivaldo Ribeiro e Vitalzinho; de Cássio Cunha Lima e Cozete Barbosa; de Daniella Ribeiro e Ricardo Coutinho... De Fernando Carvalho e Veneziano Vital. Sobre este caso, em poucos meses a relação entre o vereador e o prefeito se deteriorou completamente, a ponto de Carvalho hoje já admitir que é oposição.

Questionado por um ouvinte, durante entrevista no rádio, sobre o porquê da rejeição do seu nome por Veneziano, apesar de ter sido um dos mais fieis soldados do prefeito, Fernando não encobriu as feridas. “Provavelmente, não consegui conquistar a confiança? Como não se conquista, se você abriu mão de tantas coisas e enfrentou tantas adversidades em nome de um projeto? Projeto que, acreditei, poderia mudar a história de Campina. Mas, as pessoas mudam. Lamento porque não tive a capacidade de fazer com que o grupo entendesse a nossa lealdade e porque os rumos mudaram durante a caminhada. A vida, lá na frente, dirá para todos nós quem acertou e quem errou”.

Enfático

Palavras do vice-prefeito José Luiz Júnior, que decidiu manter sua pré-candidatura a prefeito pelo PMDB, apesar da oficialização de outro nome. “Não tenho raiva, muito menos ciúme da candidatura de Tatiana Medeiros. Só não aceito ser feito de bobo”.

Biodiversidade

O ex-deputado Walter Brito Neto, que também ainda almeja a indicação do PMDB, virou alvo de piadas ontem, na internet, após afirmar, no Twitter, sonhar que espécimes marinhos possam habitar o Açude Velho. “Espero que possamos um dia ter em nosso Açude Velho toda espécie de animais marinhos, águas limpas e atrativos turísticos”.

Outra vez

A corte do Tribunal Regional Eleitoral rejeitou, ontem à tarde, por ampla maioria, mais um recurso contra a expedição dos diplomas do prefeito Veneziano Vital do Rêgo e do vice-prefeito José Luiz Júnior, acusados de abuso de poder econômico e político.

Repetitivo

Mais uma vez, o único voto pelo provimento do recurso foi o do juiz corregedor João Batista Barbosa. Alguns magistrados criticaram a recorrência de algumas denúncias, repetidamente apreciadas e rejeitadas pelo plenário do TRE. As críticas mais veementes partiram dos juízes João Bosco Medeiros de Sousa e Miguel de Britto Lyra Filho.

É lei

O prefeito Veneziano Vital do Rêgo sancionou na manhã de ontem a Lei Complementar que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da Secretaria de Saúde.

Modelo

A secretária Tatiana Medeiros comemorou a sanção da nova lei. “Desprecarização, Plano de Cargos, contratação através de concursos: este é nosso modelo de fazer saúde”.

Desconhecimento

Curiosamente, a presidência da Câmara Municipal não sabia confirmar, até o fechamento desta edição, se houve vetos às emendas aprovadas na Casa, e quais teriam sido.

Ninguém sabe

O presidente do Sintab, Napoleão Maracajá, criticou a desinformação em torno das emendas. “As coisas em Campina Grande têm sido feitas assim, às escondidas”, afirmou.

Publicado no DB de ontem

17/01/12

OPINIÃO: 'EFEITOS DA DESISTÊNCIA'. E MAIS: DEM VAI COBRAR ESPAÇO AO GOVERNO DO ESTADO EM CAMPINA E CÂMARA ESTARIA SENDO USADA PARA 'ACERTOS'

O anúncio do prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, no último sábado, de que desistira da candidatura, foi, evidentemente, bombástico. Lida e relida, a sua longa carta não explica as verdadeiras razões que o levaram a tal decisão – aliás, longas explicações sempre são um artifício para não explicar. Na repercussão do anúncio, vê-se pulular na Paraíba, sobretudo na nossa bela capital, uma miríade de especulações com pretensões elucidativas, mas que, no geral, evidenciam tão somente o caráter oportunista da opinião e da (des)informação cá por estas bandas. O fato é que a decisão de Luciano Agra, se ratificada, vai para o rol dos fatos mais controversos do nosso cronicário eleitoral.

Se o socialista confirmar a desistência (entre as tantas especulações, algumas dão conta que ele poderia voltar atrás), deixará ainda mais embaralhado o cenário desta fase pré-eleitoral, podendo sua decisão respingar em Campina Grande. Acontece que não dá para acreditar que o PSB esteja mesmo disposto a apoiar o PSDB na Rainha da Borborema sem qualquer compensação, ou seja, sem uma contrapartida (entenda-se apoio) em João Pessoa. É impossível crer que haja esse desprendimento na política. E, sem Luciano Agra, que, ao menos em tese, é o nome mais forte do PSB para a sucessão na Capital, todo o apoio ao futuro candidato da sigla seria ainda mais indispensável.

Em resumo, as costuras partidárias que o PSB traçar em João Pessoa serão totalmente indiferentes ao cenário construído em Campina, de sorte que, mesmo que na capital o PSDB tenha candidato próprio, aqui os socialistas apoiarão os tucanos, de mão beijada? É improvável. Nos corredores políticos, há um fervilhar de teses sobre os rumos das duas siglas para o pleito de outubro. Mas, por falar em teses e especulações, existe uma sobre a desistência de Agra que não pode passar sem uma reflexão. Há quem jure que ele abdicou por conta das denúncias e acusações que tem recebido. Ora, se os candidatos forem desistir por isso, teremos eleições desertas em várias cidades.

Cobrança

O Democratas vai apresentar, nos próximos dias, uma reclamação e uma cobrança ao deputado federal e pré-candidato a prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, e ao vice-governador Rômulo Gouveia. A informação veio de um prócer do partido.

Alijado

Segundo o demista revelou ao Diário Político, a legenda “quer participar do Governo do Estado em Campina Grande e essa cobrança será levada a Romero e a Rômulo”. Perguntado sobre em quais espaços efetivamente o partido estaria de olho, ele disse que “o problema não é o cargo, é que o DEM não participa do governo em Campina Grande”.

Desconforto

Se o PR do deputado federal Wellington Roberto fechar aliança com o deputado estadual Guilherme Almeida, apoiando-o como candidato a prefeito da cidade, como ficará o vereador Rodolfo Rodrigues, do PR, líder do prefeito na Câmara Municipal?

Mão dupla

Como registrou o Diário Político do último domingo, contar com um apoio relevante em Campina interessa diretamente aos planos do deputado federal Wellington Roberto, que sonha com um assento no Senado da República, mas não tem como realizar seu sonho sem uma parceria expressiva no segundo maior colégio eleitoral do estado.

Solenidade

O prefeito Veneziano Vital do Rêgo sanciona hoje a Lei Complementar N° 063/2011 que institui o Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração dos servidores da Secretaria de Saúde.

Denúncia

Um servidor da CMCG garante que as instalações da casa estariam sendo usadas por um vereador para reuniões com líderes comunitários cuja pauta seria a eleição para prefeito.

Frequente

As supostas reuniões estariam acontecendo tanto no gabinete do parlamentar quanto em outras áreas da Casa. O fato já teria sido comunicado ao presidente Nelson Gomes Filho.

Não aguentou

As línguas maldosas do Calçadão garantem que o jacaré do Açude Velho teria cometido suicídio, antevendo (ou, no caso, “antecheirando”) que a campanha eleitoral vai feder.

Publicado no DB de hoje

16/01/12

ARTIGO: 'DIA NEGRO'. E MAIS: PRESIDENTE DA ASPOL CRITICA SECRETÁRIO CLÁUDIO LIMA E O CLASSIFICA COMO 'APÁTICO'

A Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol) promoverá nos dias 27 em Campina Grande e 28 em João Pessoa o chamado “Dia Negro”, um manifesto que tem como objetivo chamar a atenção da opinião pública e das autoridades para a violência no estado. De acordo com o vice-presidente da entidade, Júlio César da Cruz, que responde interinamente pela presidência, apesar de o governo anunciar uma redução nos índices de homicídios em 2011, num comparativo com 2010, os números registrados em várias cidades paraibanas estariam acima do tolerável (se é que pode-se usar tal termo em relação a crimes contra a vida) para municípios do mesmo porte.

“Vamos colocar duzentas cruzes negras na Praça da Bandeira, em Campina Grande, e seiscentos sacos pretos na praia, no Busto de Tamandaré, em João Pessoa, simbolizando as vidas que foram ceifadas nas duas cidades no ano passado pela violência que se alastra na Paraíba”, explicou o sindicalista. Júlio César fez um apelo. “Estamos convocando a sociedade civil, os profissionais da segurança pública, a imprensa e, inclusive, os parentes das vítimas de homicídio para se fazerem presentes neste manifesto, fortalecendo esse clamor por ações efetivas urgentes. Campina teve quase 200 homicídios em 2011, que serão simbolizados pelas cruzes pretas”, afirmou.

Para o presidente da Aspol, apesar das trocas de governantes, não houve avanços na política da segurança pública nos últimos anos. “Não se pode observar qualquer mudança, por mínima que seja, nem mesmo de postura, muito menos em termos de projetos. A Secretaria de Segurança é, na Paraíba, uma das pastas com o menor orçamento”, disse. Numa avaliação geral, segundo o sindicalista, “falta efetivo, tanto na Polícia Militar quanto na Civil, falta melhoria das condições de trabalho para os profissionais da área, falta uma política de valorização destes servidores, que arriscam as vidas para defender a sociedade da ação criminosa”, lamentou Júlio César da Cruz.

Crítica

Júlio César criticou a postura do secretário de Segurança, Cláudio Lima, que, para o sindicalista, seria apático. “Não é possível sequer avaliá-lo efetivamente, porque há um silêncio da parte da Secretaria e dele, especificamente, como chefe maior da pasta”.

Sumido

Júlio César da Cruz prossegue: “Ele (Cláudio Lima) não se manifesta, não fala, não faz, não apresenta projetos. É um secretário apático. Existe um silêncio da parte dele que incomoda. A dificuldade de se encontrar o secretário é enorme. Até mesmo em reuniões que participamos com outros assessores do Governo do Estado, ele não apareceu”.

Esperança

O reitor da UFCG, professor Thompson Mariz, ainda não desistiu do sonho de ser o candidato do Partido dos Trabalhadores à Prefeitura de Campina Grande no pleito de outubro, apesar de a sua filiação à legenda ter sido cancelada pela Justiça Eleitoral.

Vermelhinho

O problema aconteceu porque Thompson Mariz teria incorrido em dupla filiação, não dando baixa em sua inscrição no PMDB em tempo hábil. O departamento jurídico do PT estadual recorreu da sentença. Na sexta-feira, o reitor vaticinou, através do Twitter: “Vejo um cenário bastante positivo para o PT. O sol está se pondo, bem vermelhinho”.

Tapete

Comentário do prefeito Veneziano Vital do Rêgo na última sexta-feira: “A insistência em puxar o tapete de Tatiana Medeiros é porque a escolha do nome dela se deu de forma inédita, através de pesquisa popular, e não de um acordo ou de uma negociação”.

Na mira

Ciente que o apoio de Veneziano é improvável, o deputado estadual Guilherme Almeida (PSC) está em busca da costura de alianças que reforcem seu projeto de candidatura a prefeito da Rainha da Borborema. E, nesta procura, percebe que tem gente “dando sopa”.

Reciprocidade

É o caso do deputado federal Wellington Roberto e do seu filho, o deputado estadual Caio Roberto (PR). Wellington pai sonha com uma cadeira no Senado e, para tanto, ter a contrapartida de um apoio forte (como um prefeito) em Campina Grande seria essencial.

Publicado no DB deste domingo

15/01/12

DANIELLA CONFORTÁVEL. E MAIS: PORQUE FALCÃO NÃO 'VOA' DE VEZ PARA O PMDB

A deputada estadual Daniella Ribeiro (PP) deverá chegar às eleições de outubro numa situação confortável. Seus prováveis principais adversários, PMDB e PSDB, travarão mais uma guerra encarniçada não apenas pela importância inquestionável do Palácio do Bispo, como também (e, para alguns, principalmente) pelas repercussões futuras desse resultado. É, naturalmente, ponto de honra para o senador Cássio Cunha Lima tentar reconquistar o controle político da cidade. E, para o prefeito Veneziano Vital do Rêgo, a eleição deste ano é mais um teste (desta vez de fogo) para seu cacife político, determinante para seus planos de alçar voos mais altos no futuro próximo.

Por tudo isso, para ambos os grupos, uma derrota em Campina Grande será um golpe duríssimo, cujas dores inevitavelmente se prolongarão por um bom tempo. Enquanto isso, a filha do ex-prefeito Enivaldo Ribeiro não precisará enxergar a corrida eleitoral como um jogo de vida ou morte. Jovem, com um mandato garantido até fevereiro de 2015 e todas as possibilidades de reeleição, tendo o irmão Aguinaldo como deputado federal e o pai como chefe absoluto do PP, se não se eleger prefeita Daniella poderá dizer tranquilamente que, se não ganhou, também não perdeu. É claro que disputar e não vencer nunca é bom negócio. Mas, eleição não é só ganhar ou perder.

Ainda que o PP saia sozinho, Daniella terá a chance de confirmar este ano uma posição de ponta entre as maiores lideranças políticas da cidade, mesmo que não vença. Assim, a hipótese (que ninguém já ousaria descartar) de uma aliança com o PMDB (na eventualidade de Tatiana Medeiros não decolar) pode não ser o melhor caminho para Daniella. Afinal, ainda que esta composição potencialize sua candidatura, tende a fragilizar seu projeto político e fazer com que a deputada e seu partido fiquem a reboque – mais uma vez – de caciques de outras legendas. A política, afinal, é tão complexa que, às vezes, até ganhar – dependendo de como se ganha – não é o melhor resultado.

Agruras

Se quiser manter seu sonho de disputar a PMCG, com a disposição de ir à convenção bater chapa com Tatiana Medeiros, o vice-prefeito José Luiz Júnior não terá vida fácil no PMDB. O mote dado na coletiva de ontem indica: rebeliões não serão toleradas.

Há vagas

A pré-candidata Tatiana Medeiros deixou claro que a escolha do vice, que não ocorrerá tão cedo, descarta a possibilidade de uma chapa puramente peemedebista. Decisão lógica, afinal, o PMDB não pode se dar ao luxo de sair com uma formação puro sangue. A questão toda agora é saber quem indicará o vice. Preferidos, PT e PSC juram recusar.

Recepção

Frustrado em seus planos, embora ainda não tenha jogado a toalha, Walter Brito Neto acertou na previsão. O PSDB recebeu com agrado a notícia da definição do PMDB. Para o prefeitável Romero Rodrigues, há racha à vista nas fileiras adversárias.

Previsível

Por falar em Walter Brito Neto, quem apostou que o polêmico ex-deputado não cumpriria a promessa feita na última quarta-feira, logo após a definição do PMDB, de se manter em silêncio a respeito dos encaminhamentos do seu novo partido, acertou. Mas, é verdade que ele tem apresentado ponderações mais amenas. A dúvida: até quando?

Mais pra lá...

A depender dos rumos que o PSDB tomará, sobretudo da aliança com o governador Ricardo Coutinho, a permanência do vereador Inácio Falcão na sigla tem dias contados.

Voar, voar...

Falcão quer voos mais altos e sente que, como tucano, até conquistar uma cadeira na AL está difícil. E se realmente apoiar outro partido este ano, a relação interna azeda de vez.

Aberto

Inácio Falcão tem uma boa relação com o prefeito Veneziano, votou em Vitalzinho para senador (e em Cássio) e até já admitiu acreditar que PSDB e PMDB podem se realinhar.

Semelhanças...

O que provavelmente impede o vereador de voar de vez para o PMDB é a percepção de que, na prática, não há grande diferença entre a legenda de Veneziano e o PSDB de Cássio.

Publicado no DB deste sábado, 14

13/01/12

PORQUE OLÍMPIO FICOU FORA

Conforme declarou o próprio vice-prefeito José Luiz Júnior, não houve qualquer surpresa na definição do nome da secretária Tatiana Medeiros como pré-candidata oficial do PMDB à prefeitura de Campina Grande. A decisão poderia ter sido tomada pelo prefeito Veneziano Vital do Rêgo sem a necessidade do balizamento das duas pesquisas que encomendou, primeiro porque, na condição de chefe da legenda e em conformidade com a cultura partidária centralizadora que vigora nestas terras tabajarinas, teria a autoridade para resolver por conta própria. E, em segundo lugar, porque o resultado da aferição da popularidade dos candidatos era o óbvio ululante.

Mas, buscando amainar as inevitáveis mágoas dos demais pré-candidatos, Veneziano procurou revestir o processo de um caráter democrático, no caso, através das pesquisas – o povo decidindo, nada mais justo, certo? Só que tanto Zé Luiz quanto o inquieto Walter Brito Neto trataram de apontar o paralogismo: Tatiana inevitavelmente teria o melhor desempenho, porque o próprio governo municipal a cercou com a estrutura necessária para massificação do seu nome, enquanto os demais postulantes dispunham apenas da cara e da coragem. Há, ainda, um outro aspecto a ser ponderado: Por que a recusa de incluir o nome do vereador Olímpio Oliveira nas pesquisas?

A inclusão foi um pedido do também vereador Antônio Pereira, argumentando que Olímpio, além de ter sido o peemedebista mais votado em 2008 para a Câmara Municipal, teve a melhor avaliação entre os dezesseis parlamentares campinenses numa pesquisa realizada no ano passado (mais especificamente no mês de outubro). Por que, então, a inserção do seu nome foi inexoravelmente recusada? A explicação está no próprio argumento de Antônio Pereira. Se constasse da pesquisa, o vereador Olímpio Oliveira certamente ameaçaria desbancar a secretária Tatiana Medeiros e, com isso, o pretendido caráter democrático da definição iria por água abaixo de uma vez.

Primeiro

A repórter Tatiana Brandão, do Diário da Borborema, foi a primeira jornalista a confirmar e informar (via Twitter) a decisão de Veneziano. E o Diário Político foi o primeiro a revelar que Tatiana Medeiros estava nos planos do prefeito para a sucessão municipal.

Lembrando

O Diário Político fez a revelação em 15/07/2011: “O prefeito Veneziano Vital do Rêgo já teria um candidato preferido, aliás, candidata, para disputar a prefeitura de Campina Grande. E não é a deputada Daniella Ribeiro. Trata-se da secretária de Saúde, Tatiana Medeiros, atualmente filiada ao PSL”. Pesquisem: não se falava em Tatiana antes disso.

Importação

Com a definição em favor de Tatiana Medeiros, confirmou-se o esperado: a cúpula do PMDB não conseguiu formar um candidato do partido para a sucessão municipal. Afinal, vale lembrar que a secretária pertenceu, até outubro, aos quadros do PSL.

Reações

Por ora, Walter Brito Neto, que volta e meia torpedeava Tatiana, prometeu ficar em silêncio – o difícil será cumprir a promessa. Já José Luiz, mesmo procurando manter uma postura serena, avisou: “Não serei submisso”. Após o anúncio de Veneziano, o vice-prefeito confirmou que vai se manter como pré-candidato e deve ir às convenções.

Sorte e nível

Da deputada Daniella Ribeiro: “Desejo sorte a todos os pré-candidatos a prefeito de Campina. Espero um debate de alto nível em torno de uma cidade melhor para nosso povo”.

Revolucionário

Do petebista Artur Bolinha: “Toda revolução tem seu tempo e nenhuma delas se prenuncia explicitamente. CG precisa e, cedo ou tarde, vai escrever sua própria revolução”.

Declino

O suplente de vereador Perón Japiassu, que preside a Urbema, agradeceu a lembrança do seu nome para provável vice numa chapa com o PMDB. Agradeceu, mas declinou.

Fala Perón:

“Desde o princípio me coloquei como soldado do meu partido, e, assim como a orientação do Diretório Nacional, aqui em Campina a prioridade é a candidatura do PT”.

Publicado no DB de hoje

12/01/12

QUEM MATOU EDNALVA?

O Diário da Borborema de ontem relatou o drama de dona Ednalva, que morreu após peregrinar por hospitais e postos durante dois dias com uma dor de dente. Essa mulher foi morta por uma arma chamada negligência, disparada pela falta de humanidade que se alastra como bactéria incurável na rede hospitalar. Morreu do mal chamado indigência, que atinge quem não tem conta bancária polpuda, sobrenome poderoso ou padrinho forte. E os culpados jamais responderão por esse crime, porque a política da saúde está sujeita aos miseráveis interesses políticos que escrevem um testamento macabro nesse país, onde pobre morre à míngua e tudo fica impune.

Cala-se boa parte da imprensa, por conta de um anúncio publicitário; cala-se a opinião pública, anestesiada pela repetição de tantas mazelas; cala-se a justiça, incapaz de fazer justiça; cala-se a classe política, para não pisar no próprio rabo de palha ou não ferir interesses partidários e eleitoreiros; calam-se os conselhos médicos, movidos pelo princípio torpe do corporativismo... E esse silêncio é uma sentença de morte para novas ednalvas, marias, josés e seus filhos. Enquanto isso, políticos brigam para definir a paternidade de um hospital que já nasceu sobrecarregado, tendo que socorrer gente de metade do estado, e montam palanque para alardear a reforma de um posto.

Saúde pública é um jogo de empurra turbinado por uma guerra partidária sem limites nem escrúpulos. E, não raro, empurrado de um lado para o outro, o cidadão humilde acaba tendo como fim a cova fria de um cemitério, como aconteceu com dona Ednalva. É um retrato fiel e chocante da profunda degeneração moral da humanidade. Só resta ao pobre levantar as mãos aos céus e esperar o socorro divino. Além de pedir que, se não há inferno, que o Criador invente um para políticos e profissionais da saúde que ignoram a dor humana, bem como para todos aqueles que se calam, num silêncio de comparsa. Afinal, há de se esperar que, ao menos em outro mundo, haja justiça.

Pertinho

O PRP está cada vez mais perto do PC do B. Durante almoço na companhia do vice-prefeito de Foz do Iguaçu (PR), o comunista Chico Brasileiro, que visitou os vermelhos de CG, o vereador perrepista Jóia Germano era presença das mais sorridentes.

Freqüência

Vale lembrar que Jóia Germano, assim como o presidente da Câmara Municipal, Nelson Gomes Filho, e até a presidente do PRP estadual, Maria da Luz, estiveram presentes no evento promovido pela reitora Marlene Alves, pré-candidata do PC do B, em dezembro passado. Ninguém fala em composição de alianças, é verdade. Não publicamente...

Tréplica

Comentário do secretário de Obras do Município, Alex Azevedo, sobre as críticas do deputado federal tucano Romero Rodrigues ao aterro do lixo bruto (sem reciclagem), em Puxinanã: “Romero fala sem conhecimento. A coleta seletiva será implantada”.

Mal estar

As declarações sempre extravagantes do ex-vereador e ex-deputado federal Walter Brito Neto, que tem feito repetidos e até mesmo destemperados ataques à secretária de Saúde Tatiana Medeiros, sua companheira de PMDB e franca favorita à indicação para a disputa de outubro, notadamente vêm causando profundo desconforto dentro do partido.

Campanha

Empresários pré-candidatos a vereador têm usado a propaganda dos seus empreendimentos no rádio para driblar a legislação eleitoral e promover seus projetos políticos.

Online

Com a proximidade do período eleitoral, pré-candidatos e padrinhos de pré-candidatos que estavam fora ou sumidos das redes sociais passaram a freqüentar (ou voltaram) à Web.

De volta

O prefeito VVR voltou ao Twitter, assim como a deputada Daniella Ribeiro, que havia fechado sua conta após a eleição 2010 alegando que seu perfil fora infectado por um vírus.

Protesto

A Associação dos Servidores Públicos das Regiões Norte e Nordeste (Asprenne) realizará ato público dia 27, no Parque do Povo, contra as demissões promovidas pelo estado.

Publicado no DB de hoje

VALE A PENA LER DE NOVO: 'MAIORIA SOME DAS REDES SOCIAIS APÓS CAMPANHA'

A reportagem a seguir foi publicada no Diário da Borborema em abril do ano passado. A pedidos, a publicamos no blog, para que o leitor possa perceber mais claramente como a postura da maioria dos políticos na internet é semelhante ao que já se conhece há tempos: passou a eleição, sumiço! Dos mencionados na matéria, vários já reapareceram na Web este ano.

Criado em março de 2006, o Twitter, rede social em que o usuário escreve mensagens de no máximo 140 caracteres, tornou-se uma das mais importantes ferramentas de interação da internet, contando atualmente com mais de duzentos milhões de usuários em todo o mundo. E o crescimento desse número é vertiginoso, com quase meio milhão de novas contas sendo criadas todos os dias.

O grande “boom” do Twitter aconteceu em 2008, quando o microblog teve papel relevante na campanha de Barack Obama à presidência dos Estados Unidos. Diante de números tão convincentes e com comprovada capacidade de mobilização, a ferramenta passou a ser instrumento indispensável na atividade política. O grande diferencial do Twitter em relação a outras redes sociais está na sua ampla capacidade de interação. Com ele, o fã pode dialogar com o artista, o eleitor com o candidato, o cidadão com o mandatário. Para políticos e empresas, o grande atrativo é a vasta aglomeração de pessoas num mesmo espaço virtual.

Na Paraíba, o primeiro político a ganhar destaque pelo uso freqüente dessa rede foi o ex-governador Cássio Cunha Lima. De início, houve dúvidas quanto à legitimidade do perfil, até que o próprio Cássio confirmasse, em outras mídias, que era o proprietário da conta e que ele mesmo, e não um assessor, escrevia as mensagens quase diárias. Passada a eleição, embora em menor freqüência, Cássio continua interagindo com seus seguidores no microblog.

O mesmo não fazem alguns outros eleitos. Na semana passada, a Assembleia Legislativa divulgou que cerca de 60% dos deputados estaduais paraibanos utilizam as redes sociais. Segundo a matéria, 21 dos 36 parlamentares mantêm conta no Twitter. Na verdade, um levantamento feito na última sexta-feira revela que, somados os 36 deputados em exercício mais os dois que estão licenciados por comandarem secretarias (Manoel Ludgério e Adriano Galdino), destes 38 parlamentares, apenas vinte – logo, pouco mais da metade – estão inscritos no microblog.

O que não seria ruim, se não fosse um detalhe. Destes vinte, oito deixaram de usar a ferramenta (apesar de manterem as contas ativas) ou dela fazem uso muito raramente. Ricardo Marcelo (PSDB), Lindolfo Pires (DEM) e Trocolli Júnior (PMDB) não escrevem nada desde a campanha. O último “tweet” (recado) de Janduhy Carneiro (PPS) foi no início de março; o de Manoel Ludgério (PDT), em fevereiro, mesmo caso de Guilherme Almeida (PSC); o petista Frei Anastácio não diz nada desde novembro; sumido desde outubro, outro petista, Anísio Maia, apareceu timidamente esta semana.

Daniella Ribeiro (PP), passada a eleição, encerrou sua conta, alegando problemas com vírus – o que nem explica nem justifica. Esse quadro nos levaria à conclusão de que menos de um terço dos nossos deputados estaduais usam frequentemente o Twitter. Mas, ainda assim, a conclusão estaria equivocada, porque nem mesmo entre eles é possível usar o termo “frequentemente”.

Dos doze que deixaram algum recado nos últimos dias, a maioria usa o Twitter esporadicamente. Branco Mendes (DEM), por exemplo, só o fez dez vezes desde que criou sua conta. Antônio Mineral (PSDB), apenas 27, e Gervásio Maia (PMDB), 37.

Os campeões das redes sociais

Em números absolutos, o ranking dos deputados estaduais que mais escrevem no Twitter é liderado por Domiciano Cabral (DEM), que até a última quinta-feira havia deixado 757 “tweets”. Ele é seguido por Hervásio Bezerra (PSDB), com 698 recados, e Toinho do Sopão, com 570. Proporcionalmente, porém, as posições se invertem. Toinho, que só aderiu ao Twitter depois de empossado, é o mais ativo, sendo seguido por Hervásio, enquanto Domiciano tem andado sumido.

Já entre os deputados federais, o uso do Twitter é mais freqüente. Todos possuem contas no microblog, mas três deixaram de atualizá-lo há muito. Wellington Roberto (PR), Aguinaldo Ribeiro (PP) e Damião Feliciano (PDT) não dizem nada desde a campanha. Por outro lado, é um deputado federal o maior twitteiro entre os políticos paraibanos: Efraim Filho, do DEM, que já ultrapassou a casa dos 6.620 recados no microblog. Os três senadores paraibanos também usam essa rede social, mas não com freqüência. O mais falante é Vital do Rêgo Filho, do PMDB, com pouco mais de 1.800 recados.

Outro quesito importante no Twitter é a quantidade de seguidores (os chamados followers), aqueles internautas que estão acompanhando tudo o que o proprietário da conta diz. Quanto mais popular alguém, mais é seguido. Nesse aspecto, o campeão é o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB), com mais de 25.900 seguidores, sendo acompanhado de perto pelo governador Ricardo Coutinho (PSD), com mais de 24.700. Em terceiro lugar vem o vice-governador Rômulo Gouveia, com quase 7.200 followers.

Deputados estaduais ignoram uso de portais

Outra ferramenta básica a qualquer político, sobretudo aos parlamentares, o site institucional, com informações sobre sua atuação no legislativo, também é negligenciado entre os deputados estaduais paraibanos. Mais uma vez levando em conta o total de 38 deputados (soma dos 36 eleitos mais os dois suplentes em exercício), somente oito, o equivalente a menos de 22%, mantêm um portal atualizado. Outros 14 têm sites, mas desatualizados.

Adriano Galdino (PSB), André Gadelha (PMDB), Francisca Motta (PMDB), Eva Gouveia (PTN), Gilma Germano (PPS), João Henrique (DEM), Lindolfo Pires (DEM) e Trócolli Júnior (PMDB) não atualizaram seus portais depois da eleição. João Gonçalves (PSDB) e Domiciano Cabral mantiveram só o domínio (endereço), com a página fora do ar. Econômicos, Márcio Roberto (PMDB) e José Aldemir (DEM) usaram blogs gratuitos e, mesmo assim, não os atualizam. O portal de Daniella Ribeiro não é alimentado há um mês, assim como o de Janduhy Carneiro (PPS).

Esse quadro revela que a maioria dos nossos parlamentares não julga necessário o investimento em mecanismos de prestação de contas e interação com os eleitores na internet. Alguns por ignorância, um entendimento retrógrado que despreza as novas tecnologias, julgando o custo com manutenção desse tipo de canal uma despesa inútil. Outros agem assim pelo tradicional desleixo no trato e na relação com eleitor após passadas as eleições. É o velho oportunismo da nossa política, também presente no mundo virtual.

Reportagem nossa publicada no DB de 17 de abril de 2011