29/02/12

ESPIAS NO PT DO B PODEM SER PROBLEMA PARA FERNANDO CARVALHO

O vereador Fernando Carvalho deixou o PMDB após perceber que suas chances de ser escolhido para representar o partido nas eleições majoritárias de outubro próximo estavam entre zero e nenhuma. No máximo! E tal realidade se impôs como um impedimento incurável para sua manutenção na legenda, sobretudo porque havia feridas de 2010 ainda muito abertas e doloridas.

Naquele pleito, pelo seu histórico de fiel escudeiro do prefeito Veneziano Vital do Rêgo, resolveu sair candidato a deputado federal, esperando contar com o apoio do “chefe”. Em vez disso, o prefeito indicou a mãe, dona Nilda, para a mesma disputa e Carvalho, frustrado, revelou não ter recebido qualquer apoio daqueles de quem esperava fidelidade por fidelidade, honra por honra.

Foi para o PT do B e, lá, por pouco não se viu sem lenço e sem documento, com o esvaziamento do partido, já que todos (será?) os “venezianistas” deixaram a sigla, caso do vereador Laelson Patrício, que mudou-se para o PT. Mas, Carvalho sabe que sua pré-candidatura não está imune a novas intempéries.

E um dos seus problemas poderá e deverá ser a presença de “espias” remanescentes no PT do B. Gente com um pé lá e outro cá, gente que não resiste a uma oferta razoável. Gente que está sempre aberta a negociações. Num termo comum na Bíblia (e Carvalho é do segmento evangélico), gente de ânimo dobre.

Quais as chances de Fernando Carvalho ser eleito prefeito? Não são muitas – embora, diante do cenário que se desenha, nada possa ser apontado como impossível. Porém, mesmo com chances diminutas, o vereador do PT do B é um dos candidatos que mais incomodam ao projeto do PMDB. Razão suficiente para redobrar as atenções.

28/02/12

PARA CUIDAR DA CAMPANHA, VEREADORES DE CAMPINA FARÃO SESSÃO ORDINÁRIA APENAS UM DIA POR SEMANA NO SEGUNDO SEMESTRE


A Câmara Municipal de Campina Grande voltou aos trabalhos nesta terça-feira, 28, após mais de sessenta dias de recesso. A abertura do ano legislativo deveria ter acontecido na semana passada, mas acabou adiada por conta do falecimento do pai do suplente de vereador Perón Japiassu (PT), uma justificativa que não repercutiu muito bem.

Aliás, vale o parêntese: Não seria mais efetiva homenagem a Câmara honrar os cidadãos campinenses, vivos e mortos, trabalhando?

Seja como for, no meio do ano nossos parlamentares terão mais trinta dias corridos para descansarem (!), afinal, ninguém é de ferro! E, na volta, o expediente da Casa de Félix Araújo será mais uma vez modificado, sendo o número de sessões ordinárias reduzido das três semanais para apenas uma.

Acontece que, no entendimento da maioria, três sessões semanais ocupando parte da manhã é muito trabalho, carga impossível de conciliar com a campanha. Ou seja, os demais quatro dias livres, mais as tardes e noites igualmente livres dos dias em que há sessões, no entender dos nossos parlamentares, são insuficientes para que eles cuidem dos seus próprios interesses – no caso, a reeleição.

A conclusão é lógica: o cidadão campinense estará pagando para que os vereadores da cidade façam campanha, ou seja, o povo estará, mais uma vez (é assim ano sim, ano não, em todo semestre eleitoral), bancando o sustento de quem, ao invés de trabalhar, cuida de politicar.

24/02/12

REBATE - TATIANA MEDEIROS LEMBRA PASSADO RECENTE DE FERNANDO CARVALHO E DIZ QUE 'NÃO IMPORTA O LATIR DOS CÃES'

A secretária de Saúde de Campina Grande, Tatiana Medeiros, pré-candidata do PMDB à prefeita, respondendo às declarações do vereador e também prefeitável Fernando Carvalho (PT do B), disse estranhar a postura do ex-aliado. Na última quarta-feira, o parlamentar criticou duramente a escolha da secretária, uma decisão que, para ele, bateria de frente com a opinião popular sobre a pasta dirigida por Tatiana. “Reclama o servidor do PSF, reclama o cidadão, e essa secretaria é apresentada como algo de extraordinário capaz de alavancar uma candidatura? Me espanta e pasma quando se administra algo que todo mundo diz que está errado e eu vou a público dizer que está bem”, afirmou o vereador anteontem.

“Há um provérbio árabe que diz: ‘Os cães ladram e a caravana passa’. Fica a reflexão, porque nosso projeto é bem maior do que tudo isso e não importa o latir dos cães”, respondeu Tatiana Medeiros, dando a impressão de não querer aprofundar a discussão. Impressão desfeita logo em seguida, ao desmentir problemas apontados pelo parlamentar do PT do B na Saúde Municipal, sobretudo em relação à distribuição de medicamentos. “Estranha-me o vereador Fernando Carvalho, uma pessoa que considero inteligente, um cidadão inteligente e um vereador atuante desconhecer (a realidade)”, rebateu Tatiana Medeiros.

A secretária não se fez de rogada e, lembrando o histórico político recente de Carvalho, completou o rebate, afirmando que o pré-candidato do PT do B, até recentemente, tinha uma outra postura em relação não apenas a pasta da Saúde como a respeito do governo municipal como um todo. “Desconhece agora. Porque, anteriormente, quando ele fazia parte deste governo, nunca chegou com o discurso parecido com o atual. Quando sua esposa era diretora de um centro de saúde, quando sua filha era coordenadora do Meio Ambiente, quando seu irmão era gerente do mercado do Conjunto Severino Cabral ele nunca chegou com esse discurso. Inclusive, ele ajudou a construir diversos segmentos nessa gestão e agora vem com o discurso incoerente, desconstruindo o que ele mesmo e sua família fizeram”, provocou.

Alianças – Sobre a construção de alianças para o pleito de outubro, Tatiana Medeiros avalia que uma composição com o PR deve ser confirmada em breve. “Estivemos reunidos com o deputado federal Wellington Roberto e tudo está bem encaminhado para o apoio oficial do PR ao projeto do PMDB. Isso muito nos alegra, até porque o partido já faz parte da administração municipal, tendo o secretário de Agricultura, João de Deus Rodrigues e o vereador líder do prefeito na Câmara, Rodolfo Rodrigues”, ponderou a pré-candidata. Ela negou, contudo, que tenha sido oferecido ao partido de Wellington Roberto a vaga de vice na chapa majoritária.

23/02/12

EX-LÍDER DE VENEZIANO NA CMCG, FERNANDO CARVALHO CRITICA CANDIDATA PEEMEDEBISTA E DIZ QUE CONTINUÍSMO É DIABÓLICO

O vereador Fernando Carvalho, pré-candidato a prefeito pelo PT do B, fez duras críticas, ontem à tarde, ao modo como o prefeito Veneziano Vital do Rêgo tem se posicionado em relação ao processo eleitoral deste ano e à escolha da pré-candidata oficial do PMDB.

Carvalho, que até outubro pertencia ao partido e foi líder, na atual legislatura, do prefeito na Câmara Municipal, rompeu com o antigo aliado após sentir-se rechaçado dos encaminhamentos para escolha do candidato majoritário peemedebista e, desde então, volta e meia desfere torpedos contra a gestão da qual fez parte durante quase sete anos.

Para o vereador, a escolha de Tatiana Medeiros, secretária de Saúde, como pré-candidata oficial do PMDB foi prejudicial para a pasta. “A Secretaria de Saúde tem tudo para ser penalizada no processo eleitoral, com uma candidatura que foi posta a partir de uma publicidade que tentou se dar à saúde. Colocar uma secretária, depois de todas as dificuldades que tivemos ao longo dos últimos anos nessa pasta, para ficar apenas um ano na secretaria?", questionou.

E ele prossegue: "Colocar uma secretária que com poucos meses começou a trabalhar numa campanha, ao invés de cuidar da saúde? E que um ano após sua posse terá que sair, porque agora precisa cuidar única e exclusivamente da campanha? É como se nós não déssemos nenhuma importância (à pasta), como se pudesse ir qualquer um, passar um tempo e depois trocar”, criticou o parlamentar".

“O cidadão de Campina Grande tem que observar tudo isso, e nós, que fazemos o legislativo, temos que observar tal qual, porque num ano eleitoral aparecem todas as fórmulas mirabolantes e milagrosas de se resolver tudo. Todas as obras do mundo são anunciadas, todas as ações são apresentadas”, ironizou Carvalho. Para o pré-candidato do PT do B, a escolha de Tatiana vai contra a impressão dos campinenses quanto ao trabalho da pasta chefiada pela médica.

“Essa equação não bate. Reclama o servidor do PSF, reclama o cidadão, e essa secretaria é apresentada como algo de extraordinário capaz de alavancar uma candidatura? É tudo um grande equívoco. Me espanta e pasma quando se administra algo que todo mundo diz que está errado e eu vou a público dizer que está bem. Ou eu estou a entender que as pessoas não são inteligentes ou quero me colocar acima de tudo e de todos”, considerou.

Por fim, Fernando Carvalho atacou, em tom elevado, o que entende ser uma tentativa de perpetuação no poder do grupo chefiado pelo prefeito Veneziano. “O pior mal na política, o maior atentado contra a democracia, é o continuísmo. Se você entende que a sua cidade pode ser melhor, você tem que interromper o continuísmo. Ele é maléfico, é diabólico, ele corrói a célula administrativa”, concluiu.

22/02/12

ANTÔNIO PEREIRA E OLÍMPIO OLIVEIRA NÃO ESTÃO NA LISTA DE PRIORIDADES DO PMDB

Se a eleição para a Câmara Municipal de Campina Grande fosse regida pelo sistema de lista fechada, conforme projeto que tramita no Congresso Nacional, os vereadores Olímpio Oliveira e Antônio Pereira não estariam entre os sete primeiros nomes da relação do PMDB para este ano (número de candidatos que o partido espera eleger).

Olímpio, um dos vereadores mais atuantes da cidade, foi o peemedebista mais votado no pleito de 2008, somando 4.502 sufrágios. No quadro geral, foi o oitavo. Repetindo a votação, deve garantir sua reeleição. O danado é, justamente, repetir o feito. Já Pereira tem situação mais complicada. Eleito pelo PSB, ele somou 2.825 sufrágios, a quarta menor votação entre os dezesseis que garantiram assento na Casa de Félix Araújo. Com esses números, corre o risco de ficar de fora da lista de 23 eleitos em outubro.

Caso o mandato que exercem atualmente tenha o condão de potencializar as candidaturas de Olímpio Oliveira e Antônio Pereira, bom para os dois. Mas, caso contrário, se precisarem de um socorro da cúpula do PMDB, a tendência é que ambos fiquem a ver navios.

Olímpio é fiel ao partido. Evita polêmicas internas, segue os encaminhamentos do comando, já foi líder do prefeito na Câmara Municipal e – fato reconhecido até por adversários – é um parlamentar que honra qualquer legenda. Há, todavia, um porém. A fidelidade do vereador, que é delegado de carreira da Polícia Civil, não consiste em submissão. Sempre que julgou necessário, mexeu em feridas e apontou problemas que, no seu entender, precisam ser corrigidos.

Pereira, por seu turno, mudou-se para o PMDB porque não tinha clima nenhum no PSB e via óbices intransponíveis em outras legendas das quais recebeu convite. É também um vereador atuante e fiel ao prefeito. Todavia, vez por outra corta na própria carne, embora, geralmente, por meio de contorcionismos verbais.

A postura dos dois legisladores, embora nem de longe mereça causar um desconforto maior dentro do partido, não é bem recebida pela cúpula que, como é público e notório, não aceita nada menos que submissão total. E aí mora todo o problema. Olímpio Oliveira e Antônio Pereira não podem confessar de público, mas os dois sabem muito bem disso.

21/02/12

GERALDO VANDRÉ CANTA 'AROEIRA'


Vim de longe vou mais longe
Quem tem fé vai me esperar
Escrevendo numa conta
Pra junto a gente cobrar
No dia que já vem vindo
Que esse mundo vai virar

Noite e dia vem de longe
Branco e preto a trabalhar
E o dono senhor de tudo
Sentado mandando dar
E a gente fazendo conta
Pro dia que vai chegar

Marinheiro, marinheiro
Quero ver você no mar
Eu também sou marinheiro
Eu também sei governar
Madeira de dar em doido
Vai descer até quebrar
É a volta do cipó de aroeira
No lombo de quem mandou dar

VOU-ME EMBORA PRO PASSADO


Vou-me embora pro passado
Pra não viver sufocado
Pra não morrer poluído
Pra não morar enjaulado
Lá não se vê violência
Nem droga nem tanto mau
Não se vê tanto barulho
Nem asfalto nem entulho
No passado é outro astral

Se eu tiver qualquer saudade
Escreverei pro presente
E quando eu estiver cansado
Da jornada, do batente
Terei uma cama Patente
Daquelas do selo azul
Num quarto calmo e seguro
Onde ali descansarei
Lá sou amigo do rei
Lá, tem muito mais futuro
Vou-me embora pro passado

(Estrofes finais)

18/02/12

ENIVALDO RIBEIRO NÃO SERÁ MAIS CANDIDATO A VEREADOR, AVISA DANIELLA


O ex-deputado federal e ex-prefeito de Campina Grande, Enivaldo Ribeiro, não vai mais ser candidato a vereador pelo PP, legenda que ele dirige no estado. A desistência foi confirmada ontem pela filha de Enivaldo, a deputada estadual Daniella Ribeiro, durante entrevista ao jornalista Marcos Marinho, no programa Verso e Reverso.

“Essa possibilidade chegou, realmente, a ser aventada, mas o presidente do PP não será candidato a vereador. Ele, nesse momento, está trabalhando no sentido de buscar fortalecer a chapa proporcional do nosso partido, já que não contamos com nenhuma estrela, mas temos nomes com capacidade de contribuir com o legislativo municipal”, comentou Daniella.

O plano de lançar Enivaldo a vereador surgiu por ocasião do encerramento do prazo para filiações, em outubro do ano passado, e foi motivado pelo fato de o Partido Progressista não ter conseguido montar uma nominata sequer razoável. A ideia era, com o ex-prefeito candidato, garantir uma chapa proporcional forte, e, conseqüentemente, fortalecer a estrutura em torno da candidatura majoritária, já que Daniella Ribeiro deve disputar a prefeitura.

Dentro do PP, a expectativa de alguns pré-candidatos a vereador, agora frustrada, era que, com Enivaldo Ribeiro como puxador de votos, a chapa poderia eleger até três – os mais exaltados falavam até em quatro – candidatos.

Enivaldo Ribeiro tem 76 anos (completa 77 no mês que vem) e foi prefeito de Campina Grande entre os anos de 1977 e 1983. Depois disso, tentou quatro vezes voltar ao comando do executivo municipal, mas não teve sucesso. Perdeu três eleições para o hoje senador Cássio Cunha Lima e uma para Félix Araújo Filho.

16/02/12

GREVE: NAPOLEÃO DIZ QUE NEGOCIAÇÕES REGREDIRAM E QUE SÓ SERÁ ACEITO ACORDO POR ESCRITO. ‘DE BOCA, SÓ BEIJO’


O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste da Borborema (Sintab), Napoleão Maracajá, avalia que, na última audiência com o secretário de Educação do Município, Flávio Romero, as negociações para fim da greve dos servidores da educação andaram para trás.

“Na primeira reunião, o secretário havia nos proposto um reajuste de 22%, o que seria um avanço. Mas, na audiência da última quarta-feira, ele disse que ainda era necessária a anuência do prefeito, e o prefeito disse que ainda é preciso fazer alguns cálculos”, conta. Com isso, em assembleia realizada hoje, os trabalhadores decidiram manter a paralisação.

Segundo Napoleão, cerca de 70% dos servidores já aderiram à greve. “Estamos no patamar do que determina a lei, que 30% tem que se manter trabalhando. Então, estamos satisfeitos com o índice que já temos”, avalia.

Uma nova rodada de negociações deve acontecer na quarta-feira de cinzas. De qualquer forma, em conversa com o blog, o sindicalista avisou que nenhuma proposta verbal será aceita. “Só aceitaremos por escrito. Tem que ser documentado. Precisamos de algo concreto. Não adianta ir para uma reunião e dizer que vai pagar os 22%. De boca, só beijo”, concluiu.

Amanhã, faremos um paralelo com declarações de Napoleão Maracajá e de Flávio Romero.

15/02/12

FAIXA EM PRÉDIO DESAPROPRIADO PELA PREFEITURA TRAZ AGRADECIMENTO, EM NOME 'DO POVO', A PRÉ-CANDIDATA

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A imagem acima é do jornalista Cláudio Goes, e mostra a fachada da antiga Mater Dei, prédio recentemente desapropriado pela prefeitura. No registro, uma faixa em nome “do povo” agradece ao prefeito Veneziano Vital do Rêgo e à pré-candidata a prefeita, Tatiana Medeiros, pela futura instalação, no local, do Hospital da Criança.

Além de mais um gesto de extrema personalização da coisa pública, o “agradecimento” é, nitidamente, uma publicidade em local inapropriado e fora de hora em favor da pré-candidata peemedebista. Se isso é permitido, fica difícil saber o que não é. 

14/02/12

JÚLIO RAFAEL ACUSA PETISTAS CAMPINENSES DE ENTENDEREM ‘DA BOQUINHA’


Ligado à ala petista chefiada pelo deputado federal Luiz Couto, o superintendente do Sebrae/PB, Júlio Rafael, torpedeou, via Twitter, o presidente do partido no estado, Rodrigo Soares. Júlio é campinense, mas vive em João Pessoa, e lá defende que o PT mantenha a aliança com o PSB do governador Ricardo Coutinho – e da pré-candidata Estelizabel Bezerra.

O PT, como sempre acontece, marcha dividido para o pleito de outubro, tanto na Capital quanto em Campina Grande. Assim, vez por outra membros das diversas tendências petistas exercem o hábito de digladiarem publicamente. E Júlio Rafael sabe bater pesado. “Rodrigo Soares tanto que fez, que conseguiu. (Nas) 10 maiores cidades do estado, o PT não tem candidato”, comentou.

Em seguida, foi mais direto ainda na fustigada ao presidente do seu partido. “O PMDB agradece sua disponibilidade em não querer unificar o PT e fazer protagonismo de ‘vera’. Não da ‘boquinha’ pra fora”, escreveu. A insinuação foi claríssima, mas, veio uma ainda mais específica, voltada diretamente para a Serra da Borborema. “Da ‘boquinha’ pra fora o PT de Campina Grande entende”.

Rodrigo Soares se limitou a ironizar. “Parabéns! Quem disso cuida, disso usa. A Paraíba conhece sua contribuição para as esquerdas”, respondeu a Júlio Rafael. E nada mais disse. Fez boquinha de siri.

CULTURA DA IMPUNIDADE É ESTÍMULO À VIOLÊNCIA E BARBÁRIE

Alguns dos acusados. Fonte: Twitter @SouzaNetoTC
O terrível e hediondo caso registrado na cidade de Queimadas no último final de semana, quando cinco mulheres foram estupradas e duas mortas, chocou ainda mais a todos os paraibanos quando a história foi desvendada, num rápido trabalho das polícias Civil e Militar. Tudo não teria passado de um jogo macabro envolvendo uma dezena de rapazes, que, pela impressionante frieza e crueldade, devem ter currículos bem mais extensos.

Através do Twitter, o deputado federal Luiz Couto (PT) foi mais um dos que se mostraram perplexos com a brutalidade dos monstros de Queimadas. Mas, o padre externou suas impressões em conformidade com a percepção típica dos chamados direitos humanos. “Que barbaridade o ocorrido em Queimadas. A cultura da violência está deixando a humanidade cada vez mais cruel”, comentou.

O grande equívoco, e, é preciso dizer, o tremendo disparate contido na afirmação de Couto é que, dentro do balaio de gatos que conceitua a “cultura de violência” para certos segmentos dos direitos humanos, está, por exemplo, a palmada de uma mãe no filho. Quem teve estômago para assistir uma das sessões que tratam da chamada “Lei da palmada” sabe disso.

Mas, a verdade é que o mal que assola o Brasil, estimulando a violência e guiando a sociedade para a barbárie, é justamente a cultura da impunidade. A legislação penal brasileira é frouxa e tomada por brechas escandalosas, que tranqüilizam os criminosos. Desta turma de monstros de Queimadas, por exemplo, dificilmente algum ficará mais de dez anos atrás das grades.

É um escárnio, uma afronta à sociedade, à gente de bem. É um convite ao crime (inclusive ao que vem se alastrando à sorrelfa: a justiça com as próprias mãos), porque a impunidade é mãe da desordem. A justiça cospe sobre o sangue das vítimas e as lágrimas dos seus entes desolados. E, enquanto isso, os sensíveis teóricos dos direitos humanos alardeiam suas balelas, enxergam monstros como pobrezinhos injustiçados pela sociedade e ignoram a dor e o sofrimento das verdadeiras vítimas.

13/02/12

VINACC DIZ “TÔ FORA!” PARA ECUMENISMO. MAS, ABRE UMA EXCEÇÃO

A chamada Visão Nacional para a Consciência Cristã (Vinacc) tem em seu DNA ser radicalmente contra o ecumenismo. Há até uma musiquinha que diz: "Ecumenismo? Tô fora"! Não chamem para um jantar, na mesma mesa, representantes de outras religiões e a cúpula da Vinacc. A não ser que o regabofe tenha como sobremesa um cheque com recursos públicos de apoio ao “Encontro para a Consciência Cristã”.

Foi o que aconteceu ontem, quando a Vinacc esteve na solenidade da prefeitura que reuniu representantes dos inúmeros eventos religiosos que acontecem durante o carnaval e recebem patrocínio do município. O repasse aplaca a índole da Vinacc, que, do contrário, não se furta de demonizar agentes públicos que não financiem o opulento e pródigo evento.

A cúpula da “Visão” pressiona argumentando que negar apoio ao seu encontro é se indispor com a parcela evangélica da população. Não por acaso se vê pastores ligados à entidade alardeando tal discurso, e pelo mesmo motivo os candidatos que se anunciam como evangélicos fazem questão de prestar tributo à Vinacc.

A entidade, no entanto, não tem autoridade para se apresentar como representante dos evangélicos, mesmo porque esse segmento não se submete a nenhuma liderança centralizada. Ademais, esse jogo, essa pressão atentam contra os próprios princípios do Evangelho que a organização garante “defender”. É somente uma das contradições que permeiam uma entidade que, deploravelmente, se julga detentora da consciência cristã.

MAIO DE 2011: REITORIA DA UEPB DEFENDE DIÁLOGO E CRÉDITO AO GOVERNO DO ESTADO. A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR


Por ampla maioria, os professores da UEPB decidiram em assembleia, nesta terça-feira, por fim à greve iniciada na semana passada. Em defesa do término do movimento, um dos discursos mais sensatos, firmes e equilibrados foi o do professor Rangel Júnior, pró-reitor de planejamento da UEPB. Ouça um trecho:



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A imagem, o texto e o áudio acima são de 10 de maio do ano passado. Os professores da UEPB estavam de braços cruzados, e Rangel Júnior, pró-reitor de Planejamento, fez um discurso claro e sensato, defendendo a volta à normalidade do trabalho e um voto de confiança ao governador. A tese acabou prevalecendo, e as aulas foram retomadas.

Após o fim da assembleia, alguns professores que defendiam a paralisação reclamavam que a reitoria da Estadual, ali representada, na percepção geral, por Rangel, estaria sendo complacente com os ditos equívocos de Ricardo Coutinho. Na ala mais radical pró-greve, havia um notório ranço de politicagem, tanto dos sempre presentes extremistas marxistas, com sua tradicional estupidez, quanto de gente ligada ao bloco político derrotado pelo socialista em 2010.

No Diário Político de 06/05/2011, o pró-reitor avaliou positivamente uma reunião com Ricardo Coutinho, voltando a apregoar a necessidade do diálogo e crédito à palavra do governador (Leia, na íntegra, AQUI). Rangel e a própria reitora Marlene Alves, tiveram que suportar a acusação de estarem – segundo alguns professores – submissos ao governador. Recentemente, antes de estourar a crise atual, até o presidente da AduePB, José Cristóvão de Andrade, reclamou da suposta complacência.

Porém, agora, a acusação mudou. Aliados mais inflamados do socialista acusam Marlene e Rangel justamente do oposto, ou seja, de estarem atacando Ricardo por razões políticas. Ora, os acusadores precisam se resolver! Há muitos pontos complexos nessa discussão sobre a autonomia, alguns deles turvos, mas, a César o que é de César, quem acompanhou aquele processo do ano passado não pode negar que a reitoria defendeu, a duras penas, o diálogo com o Palácio da Redenção.

Dizer o contrário seria falsear a realidade.
(Voltaremos ao assunto.)

04/02/12

AVISO - HORA DE UMA PAUSA


Caros amigos

O blog ficará sem atualização pelos próximos dez dias. Tempo para um descanso após já alguns anos sem dar uma pausa maior que um breve fim de semana. E uma parada necessária frente aos novos desafios que já estão se apresentando. Estes dias serão, por isso mesmo, também um tempo de decisões, de definição de rumos e de escolhas que terão que ser feitas.

Também revelamos aos amigos que, felizmente, há algumas propostas de trabalho sendo discutidas, com definição para breve. Mas, a certeza é de que o blog voltará diferente, com conteúdo próprio e uma ampla cobertura da política da Paraíba e, sobretudo, de Campina Grande. Com a marca da opinião.

Até breve, se o Pai nos permitir.

Lenildo Ferreira