18/06/08

Portas Abertas

O CONTRABANDISTA DE BÍBLIAS E SEU FUSQUINHA AZUL

A missão Portas Abertas nasceu na Holanda, em 1955, quando um jovem, conhecido até hoje apenas como irmão André, tomou conhecimento da perseguição que os cristãos sofriam nos países da cortina de ferro. De tudo o que soube, André entendeu que poderia ajudá-los pelo menos num ponto. Dentre as iniciativas comunistas contra os cristãos, estava o empecilho praticamente completo do acesso destes à Bíblia.

O holandês tomou uma decisão que, jamais poderia imaginar, seria o germe de uma das mais importantes instituições missionárias do mundo. André enchia seu fusquinha azul (que tornou-se uma das marcas da missão) de bíblias bem escondidas, e as “contrabandeava” para presentear os irmãos perseguidos na cortina de ferro. Sim, da Holanda ele entrou em vários países, enfrentou situações de alto risco, padeceu as mais distintas adversidades imagináveis. Em 1967, escreveu a histórica obra O Contrabandista de Deus, narrando detalhadamente seu trabalho de distribuição das escrituras naquelas nações.

Com a publicação do livro no Brasil, em 1970, a Portas Abertas apresentou-se aos brasileiros e, finalmente, em 1978, foi inaugurada a base da missão no País. Hoje, Portas Abertas atua em cada lugar do mundo onde há cristãos sendo perseguidos – e, se você não sabe, é grande essa perseguição em vários países. Perseguição nos mais distintos níveis, em alguns lugares com violência moral, física e mesmo morte, como acontece em nações muçulmanas.

Anualmente, Portas Abertas divulga um mapa com a classificação dos países onde os cristãos são mais perseguidos no Mundo, estando, atualmente, a Coréia do Norte, nação ainda de governo comunista, em primeiro lugar, seguida de estados muçulmanos. Se você quiser conhecer mais sobre a missão e sobre os critérios de formação da tabela de perseguição, basta acessar o portal, clicando aqui.

Hoje, já idoso, o irmão André continua atuando no campo, motivo pelo qual seu nome completo e mesmo sua imagem não são publicados pela Portas Abertas, uma missão nascida de uma decisão em fazer mais que apenas lamentar. Uma missão com um lema que define bem seu propósito: servindo os cristãos perseguidos.


15/06/08

Conto

(Pra vocês, um continho ainda inédito, embora antigo e, felizmente, meramente fictício, hein? Graças a Deus, sei que posso alcançar minha Lua)


O SONHADOR E A LUA
(Parábola de um amor inatingível)


Era uma noite de maio. Aliás, uma escura noite de maio. Sentado ao pé de um eucalipto, certo Sonhador erguia os olhos aos céus que, tomados por densas nuvens negras, não permitiam vislumbrar ao menos uma estrela, cobrindo a Terra e os corações dos homens com uma angustiante penumbra.

Submerso em seus insondáveis pensamentos, o Sonhador adormeceu. Veio despertar algum tempo depois, ante aquela sensação de claridade que, ainda com os olhos cerrados, nos acorda pelas manhãs. Todavia, não era manhã. Inexplicavelmente, como de resto são todas as coisas grandes da vida, as nuvens haviam dispersado, de modo que um infinito de estrelas e uma esplêndida Lua cheia iluminaram a noite.

O Sonhador correu os olhos pelos céus até fixá-los na Lua. Na verdade, a princípio, teve dificuldades em fixá-la, tamanho era seu resplendor. Quando conseguiu, um sentimento estranho tomou-lhe o peito: de alguma forma, achou-se apaixonado por aquela Lua prateada que expulsara as trevas de sua noite.

Por instantes, esteve absorto em admirá-la, elogiá-la e, sendo o Sonhador, traçar mil planos de feliz e eterno amor. Já sem poder conter-se, de um salto se pôs de pé, a fim de abraçar e beijar sua amada.

Só então percebeu o quanto estavam distantes, o quanto aquela Lua que amava era maior que ele, e que o simples fato de banhá-lo com seu esplendor não significava sequer que ela o enxergasse. Agora, espessas nuvens de tristeza, dor e desesperança lançaram novamente as trevas sobre o coração do Sonhador, que apenas pode cair, prostrado, silencioso, mal contendo as lágrimas, exceto uma, que correu-lhe o rosto triste e perdeu-se na terra.

Desde aquela noite, o Sonhador passou a chamar-se Tristonho.

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Nessa história, o Sonhador sou eu, a noite escura é minha vida, e a Lua é você. Entretanto, você está ainda mais distante de mim que a Lua do Sonhador.

FIM

08/06/08

Alguém me explique isso

BRITÂNICO QUE TROCOU DE SEXO CASA

COM EX-ESPOSA

A esposa (esposo?) Jan Morris, na verdade Humphrey Morris, jornalista e escritor(a)

A estranhíssima notícia acima foi publicada no portal da BBC Brasil, no último dia 04. Diz trecho da matéria:

Uma escritora britânica que mudou de sexo nos anos 70 se casou novamente com a mulher com quem havia se casado quando era homem, há 60 anos. Jan Morris, que nasceu James Humphrey Morris, se divorciou da mulher Elizabeth em 1972, depois de uma operação para mudar de sexo. Apesar do divórcio, as duas continuaram a viver juntas em Llanystumdwy, no País de Gales. Morris, que foi considerada pelo jornal The Times como a 15ª mais importante escritora britânica do pós-guerra, fez o anúncio de seu novo casamento no programa Bookclub da Radio 4 da BBC, quando falava sobre o seu mais recente livro”.

Quem pode explicar uma coisa dessas?

a) Quem será o homem e quem será a mulher nessa história?

b) Isso é um casamento homossexual?

c)Então a ex-mulher do ex-homem tornou-se mesmo uma ex-mulher (virou lésbica)?

d) E o James (Jan), é um homem gay ou uma mulher sapatão? (ou o que?)

e) Ele (ela, sei lá) tinha que ser jornalista? (comentário de Márcio Santana)


Esse mundo velho está mesmo de pernas pro ar. Como dizemos por aqui: Vôte!