25/09/08

Da parte de quem?

(Seriam dois textos, mas vai tudo aí de uma dose só. Quem quiser, leia de duas vezes.. rsrsrs..)
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A GRANDE AUTORIDADE DE UM ANÔNIMO


Quem leu a postagem anterior desse (humilde?) blog, deve ter acompanhado a lição de moral que um ilustre anônimo deu no autor, a lembrar que nunca deve-se dizer que “desta água não beberei”. Em seguida, indignado com os comentários da colega jornalista Taty Valéria, sapecou um discurso de “esclarecimentos versus hipocrisia”, fazendo referência a suposta arrogância, que resolvi deletar, como bom arrogante que sou.

Por um minuto, pensei em explicar um monte de coisas sobre a história de eu ter dito que não trabalharia nas empresas de comunicação da Paraíba, mostrando que não era, ali, uma afirmação, mas sim uma ironia e usar, como exemplo, o texto “Esses crápulas jornalistas” (recomendo a quem não leu, especialmente os anônimos), onde falo que, quando formado, iria, se necessário, pedir emprego na porta das empresas para as quais teria me tornado persona non grata, pelas atividades no blog Jornalismo Paraibano... e seguia por aí.

Mas, pensei, estarei eu dando bom dia a papagaio???

Que satisfações é preciso dar a uma pessoa com a autoridade moral e ética de um anônimo, que entra no blog dos outros vomitando uma mistura de elogios e o veneno dos covardes, revestida de uma criticidade democrática e cheia de poder? Como alguém pode ser tão cretino a ponto de se passar por um papel desses, de condenar a hipocrisia, escondido sob o escudo dos covardes, o anonimato, contra quem, desde o 3° ano da faculdade já arrumou encrenca com boa parte dos “grandes” nomes e “grandes” magnatas da comunicação, sem jamais deixar de assinar seu nome, sem nunca usar de expedientes calhordas como o anonimato?!

Adiantaria ou haveria necessidade de dizer que eu nem fui pedir emprego na porta de empresa nenhuma, como havia previsto, ou que eu não me empreguei lá, apenas estou fazendo um trabalho temporário de free-lancer? E tinha motivos pra explicar que, ao contrário desses tipinhos que infestam o Jornalismo, dentro da redação eu não passei a achar lindo o que antes achava horrível, pois todo mundo lá sabe minhas opiniões? Aliás, todo mundo sabe que esse Lenildo Ferreira é o mesmo Lenildo Ferreira que subscrevia o Jornalismo Paraibano.


Mas, para que diria isso a um anônimo? Qual a autoridade de um anônimo?
O que é um anônimo?


Um anônimo é um sujeito nefasto, porque simplesmente não tem a capacidade de assumir o que diz ou o que faz. Ou seja, ele não se responsabiliza por suas palavras, por suas opiniões, por suas críticas, mas, mesmo assim, encorajado pela sombra em que se esconde, aproveitando-se de não precisar medir suas palavras, já que delas não dará conta, julga-se digno de julgar, avalia-se como a medida exata da verdade. Tudo isso, repitamos, sem assumir quaisquer responsabilidades. E, mesmo assim, fala em hipocrisia e arrogância.

Se não se responsabiliza pelo que fala, tampouco o fará por suas ações e, quem opina no anonimato, age no anonimato, porque este é seu caráter. Assim, ele é aquele cara que passa rasteira nos colegas de trabalho, e ainda vai consolá-los depois; é do tipo que dá tapinhas nas costas e, no anonimato, na ausência, fofoca; é quem faz teste do sofá ou, se nem pra isso presta, adula o dono da empresa de comunicação, adula o filho dele, adula alguém que está lá dentro e pode abrir uma portinha; é o sujeitinho que aceita trabalhar abaixo do piso salarial, mesmo sabendo que isso ferra a categoria, afinal, ele não pertence a uma categoria, até porque anônimos não têm sindicatos...

Condena quem, em seu anônimo entender, por ventura, errou em algum ato ou afirmação, enquanto ele mesmo se faz anônimo porque tem medo de errar, ainda mais errar publicamente. Ou seja, o anônimo tem um dos piores defeitos: não reconhece seus erros, porque, para todos os fins, sua opinião pode ser oscilante como as ondas do mar, afinal, suas palavras e atos não são subscritas – logo, são ilegítimas.

O anônimo, assim, passa pela vida sem deixar rastros. Vive anonimamente, sem ser, sem querer, sem pensar, sem realizar. Não há anúncios de morte de um anônimo, até porque, definitivamente, eles não fazem falta nenhuma. Mas o grande problema do anônimo é que ele, embora insignificante, não é passivo, muito pelo contrário. Ele é perigoso. Ele se faz anônimo com más intenções, para atacar, denegrir, acusar, semear a discórdia.

Ademais, um anônimo sequer é uma pessoa, ele é uma deformidade de caráter. É um hipócrita nato, porque faz às escondidas o que jamais teria a dignidade de fazer às claras. O pior é que a gente sempre tem uma boa idéia de quem sejam esses anônimos, porque eles são insignificantes mesmo quando não estão no anonimato, porque são isentos, acríticos (publicamente), levianos, volúveis e se vendem baratinho.

Tantas são as qualidades de um ser anônimo.
O que sobra para ser respondido?

13/09/08

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O DIA EM QUE A REDAÇÃO
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(QUASE) PAROU

O grande professor Fernando, doutorando das tecnologias móveis a serviço do Jornalismo, tem mesmo razão em estudar essas coisas. Tecnologias móveis, imóveis e semi-móveis (?) determinam, atualmente, a mobilidade do próprio Jornalismo.

Dia desses, na redação, estivemos realmente aflitos. Uma queda de energia deixou-nos por mais de hora às escuras e, quando voltou, uma pane não permitia acesso à internet. Como descobrir telefones, endereços e demais subsídios necessários para a apuração de informações que constarão da reportagem?

Pra mim, em geral encarregado de fazer matérias dos cafundós do Judas, fica difícil trabalhar sem o auxílio de saites como o 102 Busca, TRE e TSE e portal da Famup, que tem informações básicas sobre os 223 municípios da Paraíba.
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Enquanto esperava, fiquei imaginando a dureza de se fazer Jornalismo antes do advento da Web, o que, por sinal, não tem muito tempo. Mesmo assim, naquele momento ali na redação, tínhamos apenas um jornalista da era pré-internet, o colega Josusmar Barbosa que, penso, mal lembra dessa fase, já que se dá muito bem com os tempos modernos – exceto o hábito de digitar como se estivesse numa máquina de escrever enferrujada, o que me faz elogiar diariamente a delicadeza com que escreve. E ele morre de rir.
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Fiquei imaginando, também, o que aconteceria se a energia não voltasse. A redação em João Pessoa teria que arrumar um jeito de fazer as matérias de Campina, iam ter que chamar a turma da manhã pra ajudar a dar conta, não ia ter computador pra todo mundo.... seria o caos... E se a internet não voltasse? Como fazer descer as páginas? Outro caos...

Enquanto pensava nisso, a energia retornou e, em minutos, a internet estava normal. Pus-me a trabalhar, como um jornalista moderno inteiramente ligado e dependente das novas tecnologias.

Mas, ao longo do tempo, uma coisa não mudou no Jornalismo e não mudará, sejam quais forem os instrumentos de suporte e apuração: o trato com a notícia, a forma de repassá-la ao leitor, a capacidade de contar boas histórias. Sem isso não há bom Jornalismo.